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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Alexandre Garcia

O caos como objetivo

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 Em junho último, multidões saíram às ruas levando palavras de ordem como “em vez de estádios, escolas e hospitais”. Em seguida apareceram desordeiros violentos, agredindo e quebrando, e as multidões se encolheram, com medo. As autoridades trataram os arruaceiros como se fossem as multidões, e os arruaceiros ficaram impunes e livres para recrudescer. Nós, jornalistas, fiscalizamos a polícia e deixamos os vândalos mascarados à vontade. No fundo, esperávamos que algum manifestante fosse morto pela polícia. Pois aconteceu que foi o rojão de um manifestante que matou um jornalista.

Agora governo e legisladores vão em busca de lei para conter os violentos. Para tirar-lhes as máscaras e cobrar indenização pela destruição. Não precisa. A lei já existe. Ninguém pode andar mascarado por aí, a não ser no carnaval. A polícia sempre teve todo direito de prender e desmarcarar  suspeitos. E as leis prevêem que os destruidores não apenas indenizem como cumpram pena na cadeia. O governo reage agora, porque a arruaça chegou ao exterior, onde já estão se perguntando se vai haver a Copa. Fracasso na Copa é fracasso em ano eleitoral.

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Desarmaram os cidadãos e enfraqueceram a polícia. Na manifestação da semana passada na capital do País, 16 mil integrantes do MST, armados de paus e pedras e centenas de cruzes de madeira, desafiaram 250 PMs, que sequer usavam capacete. Os policiais defendiam-se com as mãos e pés, quando os manifestantes derrubaram as grades que protegiam a Suprema Corte e o Palácio do Planalto. Os juízes fugiram do plenário e diante do palácio presidencial, 30 soldados da PM foram feridos. Na primeira hora do dia seguinte, a presidente recebeu os agressores na mesa de reuniões ministeriais.

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Parece um caos programado, com algum objetivo. Os presos pela morte do cinegrafista disseram que foram pagos para fazer arruaça, pelos que também fornecem material e quentinhas. Quem quiser descobrir quem foi, basta seguir o dinheiro. E não é anarquismo. Um deles, Caio, 22 anos, escreveu, com texto e letra primários: “O processo do Brasil depende da socialização do povo optei pelo um país melhor, as nossas conseqüências de decidir a revolução do nosso pais vem dos revolucionários”. Ignorância fácil de ser manipulada numa ideologia anacrônica e fracassada, que atrasou a humanidade no século 20 e ainda subsiste na pobre, sofrida e prisioneira Cuba

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