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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Agronotícias

Produção de cacau será fortalecida no Nortão e região Noroeste

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A secretaria estadual de Agricultura Familiar (Seaf) formalizou com as prefeituras de Alta Floresta, Colniza, Juína e Rondolândia (região Noroeste) o repasse de R$ 574 mil em convênios para a aquisição e produção de 300 mil mudas de cacau clonal para a implantação de 210 Unidades Demonstrativas e beneficiará também Aripuanã, Brasnorte, Carlinda, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Juína, Juruena, Nova Monte Verde, Novo Mundo, Paranaíta e Terra Nova do Norte, considerados os principais produtores de cacau no Estado.

A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) atuará na seleção dos produtores beneficiários e no acompanhamento técnico das atividades. O programa também prevê a disponibilidade de veículos para assistência técnica aos produtores, capacitação de técnicos, treinamento de produtores, e apoio na realização de eventos como dias de campo, feiras, exposições, seminários e intercâmbios.

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Um acordo de cooperação técnica foi assinado entre o governo de Mato Grosso e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), para a execução conjunta de projetos voltados ao desenvolvimento, revitalização e transferência de tecnologia para o fortalecimento da cacauicultura em Mato Grosso.

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O IBGE aponta Mato Grosso ocupou, em 2018,  a 6ª posição no ranking nacional entre os nove estados produtores da amêndoa. A área plantada é de 950 hectares com a produção de 647 toneladas de cacau. Os números representam a soma das áreas plantadas em 12 municípios do Estado, com destaque para Colniza, Alta Floresta e Cotriguaçu, que despontam como os principais produtores.  Mato Grosso responde por 0,25% da produção nacional de cacau, e ocupa 0,16% da área total brasileira. A produtividade média atingiu a casa de 615 quilos por hectare. Uma média significativa, se comparada a produtividade da Bahia, principal produtor nacional com 271kg/hectare, seguido pelo Pará com 853 kg/ha.

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No acordo está previsto que todo material genético utilizado pelo Programa Mato Grosso Produtivo – Cacau, incluindo sementes e hastes para produção das mudas, será disponibilizado pela Ceplac. Vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o órgão se tornou referência internacional na geração e transferência de tecnologia voltada ao aprimoramento da produção cacaueira no Brasil.

Mato Grosso está empenhado em diversificar o número de espécies perenes cultivadas no Estado, mirando na sustentabilidade ambiental e geração de renda ao agricultor. A estratégia é garantir o aumento da produtividade com o uso de cultivares mais produtivos. Em outros estados, as lavouras de cacau surgiram como complemento à renda familiar, e hoje se tornaram a principal fonte de renda dos produtores, exatamente pelo alto valor agregado da amêndoa.

A legislação ambiental respalda o produtor sobre o uso do cacau para a recuperação de áreas degradadas e na recomposição florestal em áreas de reserva legal. O cacau é uma das principais espécies tropicais encontradas na região Amazônica, sendo o principal bioma formador das regiões Norte e Noroeste de Mato Grosso.

 

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