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domingo, 8 de novembro de 2026
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MPE investiga Silval, Blairo, Riva e Sérgio Ricardo por suposto “mensalinho”

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O promotor de Justiça Roberto Turin determinou a abertura de nova investigação contra o ex-governador Silval Barbosa (sem partido), o ex-deputado e conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, o ex-presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), José Riva (sem partido) e o ex-ministro Blairo Maggi (PP). O inquérito apura o suposto mensalinho pago aos deputados para que aprovassem as ações do governo durante a gestão de Blairo e Silval.

A portaria de instauração do inquérito data do dia 6 de dezembro e visa apurar o dano causado ao erário por conta da suplementação do duodécimo pago à Casa de Leis, que já constava incluído a “mesada” aos deputados, como denunciou Barbosa em sua delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Turin explica que com base nas declarações de Barbosa foram abertas investigações, inicialmente contra os ex-deputados Chico Dalto, Joaquim Sucena, Dilceu Dal Bosco e Sergio Ricardo. No entanto, o promotor cita que como confessou os crimes, os dois ex-governadores também teriam que ser investigados em um nova ação, e por isso, decidiu por abrir um novo inquérito. Reunindo também o José Riva, que fazia parte da Mesa Diretora da Casa de Leis.

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Leia tambémDefinida empresa que construirá ponte na avenida André Maggi em Sinop por R$ 13,8 milhões  

Silval afirmou na delação que sabia e participou do esquema de mensalinhos entre 1999 e 2014, de quando era deputado até encerrar a gestão no Executivo estadual. Afirma que a metodologia de trabalho já vinha desde o governo Dante de Oliveira para garantir apoio do Legislativo aos atos do Executivo.

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Ouvidos em oportunidades anteriores, Maggi e Sérgio Ricardo negaram qualquer atitude ilegal de pagamento e recebimento de valores extras.

“Para corroborar suas afirmações, o ex-governador e ex-Senador da República, Blairo Borges MaggI, juntou documentos extraoficiais que, em uma análise superficial, demonstram que exatamente, quando da realização da suposta reunião, o orçamento que já tinha vindo pronto do Governo Dante De Oliveira (orçamento de 2003 fechado em 2002) tivera, em 2003, já no governo Blairo Maggi, uma suplementação menor que a suplementação orçamentária concedida pelo governo anterior no ano anterior”, diz trecho do documento.

Tais documentos apresentados por Maggi foram encaminhados ao TCE para comparação com os dados oficiais, mas o Tribunal disse que não tinha tais papeis.

Considerando os argumentos citados, o promotor decidiu por abrir nova investigação contra os ex-políticos citados em esquema de desvio de recursos públicos em várias ações.

Turin ainda determinou o sigilo do processo e deu 10 dias para que a Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan) encaminhe ao Ministério Público Estadual (MPE) o balando das contas do governo entre os anos de 2002 e 2003, bem como as leis que suplementaram o orçamento.

Ao firmar o acordo de delação, o ex-governador Silval Barbosa apresentou gravações nas quais vários deputados aparecem recebendo dinheiro das mãos do ex-chefe de gabinete Silvio Cesar Correa, que trabalhava com Silval. O pagamento era feito no gabinete de Silvio e cada parlamentar recebia cerca de R$ 50 mil por mês para não atrapalhar a “governabilidade”. Dezessete parlamentares são acusados de receber o extra.

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