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sábado, 7 de novembro de 2026
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Polícia

Genro de Arcanjo e mais cinco prestam depoimentos em investigação contra jogo do bicho

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O advogado de João Arcanjo Ribeiro, Zaid Arbid, esteve, esta tarde, na Gerência de Combate ao Crime organizado (GCCO), em Cuiabá, onde estão sendo ouvidos os envolvidos de participar de uma organização criminosa que comandava o jogo do bicho em Mato Grosso. Além do genro de João Arcanjo, Giovanni Zem Rodrigues, os acusados Bruno Almeida dos Reis, Alexsandro Correia, João Henrique Sales de Souza, Mariano Oliviera e Marcelo Gomes. Todos presos desde quarta-feira, quando foi deflagrada a Operação Mantus.

O advogado de Zem, Ulisses Rabaneda, disse que só daria declaração após o depoimento do seu cliente. Já o advogado de Arcanjo afirmou que  não entrou com recurso contra prisão do bicheiro na justiça. “O recurso será a verdade”, afirmou Zaid Arbid, que irá encaminhar pedido de revogação da prisão de João Arcanjo nos próximos dias.

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O defensor afirma que nos anos em que esteve preso Arcanjo “pode ter perdido a sensibilidade do convívio social, mas não perdeu a noção do que é certo ou errado. Ele não é imbecil para fazer algo e voltar para a prisão”, pontuou.

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Arcanjo será ouvido na Gerência de Combate ao Crime Organizado na quinta-feira. Os depoimentos estão sendo prestados ao delegado Flávio Stringueta, titular da GCCO. Todos chegaram à unidade com o informe de presidiário, algemado, em viatura da Gerência.

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De acordo com as investigações, os esquemas realizados por dois grupos, um liderado por Arcanjo e seu genro, Giovanni Zem Rodrigues, e o outro por Frederico Müller. Ao todo, foram expedidos 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisões preventivas e 30 de busca e apreensão domiciliar, pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu. As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Sorriso e em mais 3 cidades. Um dos alvos foi preso no aeroporto de Guarulhos com apoio da Polícia Federal.

As investigações iniciaram em agosto de 2017, conseguindo descortinar duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho no Estado de Mato Grosso, e que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões.

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