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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Opinião

A Luta Continua

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Chegamos ao fim de um ciclo. Mais do que novas resoluções, é momento de refletir sobre tudo aquilo que conseguimos produzir no período. Assim, estendo minha reflexão sobre os últimos sete anos e meio como deputado federal.

A primeira batalha foi para assumir o mandato, o que aconteceu apenas no segundo semestre de 2011, após a retotalização dos votos, que fez justiça, considerando que não havia nada que pudesse me impedir de tomar posse no cargo para ao qual fui eleito.

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Cheguei na Câmara em um momento de convulsão política. Diversos ministros da então presidente Dilma eram acusados de desvios na condução de suas pastas. Escalado para a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, tive a oportunidade de presidir reuniões onde estes ministros foram chamados a dar explicações.

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Foi também nos meus primeiros dias na Câmara que apresentei a indicação para a criação da Faculdade de Medicina no campus da UFMT em Sinop, cuja audiência pública deu vez e voz para que a sociedade pudesse se manifestar. Com apoio popular e dados que confirmavam a necessidade do curso na região, o ministério da Educação e Cultura (MEC), criou a faculdade com 60 vagas em Sinop, entendendo o benefício ao campus da UFMT de Rondonópolis que ficou com outras 40 vagas. Esta foi, por assim dizer, a primeira grande conquista como deputado federal.

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Tive a oportunidade de apresentar mais de 720 proposições no período. Foram Indicações, Requerimentos e Projetos de Lei como o Agente Comunitário da Terra, para levar extensão rural aos pequenos produtores e assentados da reforma agrária; ou o que tipifica como crime o estelionato eleitoral, ou seja, o não cumprimento das promessas feitas em campanha; O que aumenta o prazo de carência do FIES para 36 meses; o PL que isenta do Imposto de Renda os portadores de Crohn e Retocolite Aguda; o que reduz a zero o PIS/Cofins sobre equipamentos utilizados na geração de energia elétrica de fontes renováveis como o sol e o vento; a redução de PIS/Cofins sobre o óleo diesel; a proibição da queima de equipamentos ou veículos apreendidos em operações ambientais, antes permitindo a doação para prefeituras ou entidades; o projeto que permite o uso da força policial em reintegrações de posse de áreas urbanas ou rurais num prazo de 24 horas após a invasão; a renegociação das dívidas do Simples Nacional e o Programa de Regularização Tributária Rural (Funrural), o que agrava as penas dos crimes de porte ilegal, comércio ou tráfico de armas de fogo e a redução do número de deputados federais, estaduais, distritais e senadores, como uma das formas de reduzir a máquina pública.

Atuei em 11 das principais Comissões Permanentes da Câmara e em 30 Comissões Especiais, criadas para debater temas específicos como a Demarcação de Terras Indígenas, o Código de Processo Civil, o Teto Remuneratório, a Proteção de Cultivares e o Impeachment da então presidente Dilma. Em algumas destas comissões fui presidente, em outras relator como na CPI da Funai e do Incra, quando propus o indiciamento de mais de 60 pessoais ligadas a desvios ou fraudes nos processes de demarcação de terras indígenas ou aplicação de recursos destinados à reforma agrária ou remanescentes de quilombolas.

Além das comissões ocupei cargos que me proporcionaram a oportunidade de debater de igual para igual temas relevantes para Mato Grosso e para o Brasil. Fui vice-líder e líder da minoria; vice-líder, 1º vice-líder e líder do PSDB, liderando a bancada em votações importantes. Também presidi a maior e mais combativa frente do Congresso Nacional, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária).

Como deputado tiver a oportunidade de debater e votar temas como o Código Florestal, a Reforma Trabalhista, a Terceirização, a Redução da Maioridade Penal, aprovada na Câmara e que repousa em alguma gaveta no Senado e também a modernização do licenciamento ambiental, pronto para ser votado.

Na tribuna do plenário ou mesmo nas comissões defendi a revogação do Estatuto do Desarmamento, o direito à propriedade, a universalização do ensino superior, a melhoria da infraestrutura de transportes, inclusive com a suspensão da cobrança de pedágio na BR-163 enquanto não avançam as obras de duplicação da rodovia, a instalação de um batalhão de Infantaria motorizada do Exército, em Sinop e a ampliação da rede de radioterapia em Mato Grosso, cujas obras já acontecem em Rondonópolis e Sinop.

O trabalho, contudo, não ficou apenas no campo das ideias e das propostas. De forma prática atendemos as demandas que nos chegaram através dos deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Com ajuda da bancada, destinamos cerca de R$ 900 milhões em recursos para investimentos em Saúde, Educação, Infraestrutura e Agricultura Familiar, por exemplo.

As lutas foram inúmeras e com apoio de muitos vencemos a maioria delas. O reconhecimento pelo esforço veio através de prêmios e condecorações da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Aprosoja Brasil, Famato, Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), FPA, Lions entre tantos outros como o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que por quatro vezes me colocou entre os Cabeças do Congresso Nacional.

Resumir dois mandatos em poucas linhas é esforço hercúleo, mas não posso reclamar. Graças a Deus e ao apoio da família, dos amigos e de todos aqueles que me confiaram o voto, tive muito trabalho.

Quanto ao futuro?

Bem, o futuro a Deus pertence. Certo é que, enquanto Ele me der vida e forças estarei lutando por dias melhores para Mato Grosso e sua gente, a minha gente.

Que 2019 chegue trazendo as mudanças que Mato Grosso e o Brasil precisam, e que sejamos nós parte desta mudança.

Feliz ano novo, a luta continua.

Nilson Leitão – Deputado Federal – PSDB-MT

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