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sábado, 7 de novembro de 2026
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Agronotícias

Aprosoja estima produção de 30 milhões de toneladas de milho em Mato Grosso

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Mato Grosso estima a colheita de 30 milhões de toneladas de milho nesta safra. A prévia da produção na temporada 2016/2017 foi antecipada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira, quando teve início o Circuito Tecnológico Etapa Milho, que segue até sexta-feira (28).

As últimas estimativas oficiais, divulgadas este mês, indicavam que a produção total do cereal poderia alcançar entre 24,197 milhões de toneladas – segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – até 26,502 milhões de toneladas – conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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Se alcançada a estimativa mais tímida, a produção do milho já será 60% superior em relação à safra 2015/2016, quando foram colhidas 15,072 milhões de toneladas, pelo levantamento da Conab. Na safra anterior, houve perdas de 7 milhões de toneladas devido a estiagem. Diferentemente deste ano, quando as chuvas continuam sendo registradas em diversas regiões do Estado até este mês, período em que as lavouras de milho estão em fase de desenvolvimento.

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Os efeitos do clima na agricultura interferem diretamente nos preços. Atualmente, a cotação do milho já está abaixo do preço mínimo fixado pelo governo federal, de R$ 16,50 para a saca de 60 quilos em Mato Grosso, informa a Aprosoja. O milho a termo alcança R$ 13 a saca no Estado e a estimativa de agentes de mercado é que chegue a R$ 10 a saca no auge da colheita. No ano passado, o cereal alcançou cotação recorde de até R$ 35 a saca devido a escassez do produto.

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Para equilibrar os preços, o governo federal autorizou a liberação de R$ 800 milhões para leilões públicos de milho, que serão destinados às operações de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Contrato de Opção de Venda (COV). A expectativa é que 90% desse montante, assegurado por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), atendam Mato Grosso.

O valor seria suficiente para estimular a comercialização de 9,5 milhões de toneladas do cereal em todo o país, estima o gestor do Imea, Ângelo Ozelame. De acordo com o presidente da Aprosoja, Endrigo Dalcin, atualmente o frete para retirada do milho de Mato Grosso está mais caro que o próprio cereal. Os leilões podem alterar esse cenário de preços, mas não imediatamente, pondera ele. “As oscilações de preços só mudam após aumento da demanda”.

Durante a coletiva de imprensa, Dalcin defendeu a verticalização da produção e o aproveitamento do milho por indústrias locais. “Nessa semana choveu de novo em algumas regiões do Estado, então nossa produção de milho está mais para 30 milhões de toneladas”, prevê.

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