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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agronotícias

Preços da soja tem dia de severas baixas no Brasil nesta 5ª

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O mercado da soja fechou a sessão desta quinta-feira com leves altas de pouco mais de 3 pontos na Bolsa de Chicago, e o vencimento maio/17 com US$ 10,01 por bushel. Os preços trabalharam do lado positivo da tabela praticamente durante todo o dia, apenas testando rápidas correções ao longo dos negócios, e também ganhos mais expressivos.

E, apesar desse comportamento e de um dólar estável em relação ao fechamento do dia anterior, os preços recuaram de forma expressiva em quase todas as principais regiões produtoras do Brasil. As baixas variaram de 0,8% a 2,68%, o que resultou em algumas praças do interior do Paraná – como Londrina e Cascavel – a deixar para trás os R$ 60,00 por saca.

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Nos portos, o recuo mais intenso foi observado em Santos, onde a cotação cedeu 2,23% para fechar com R$ 70,10 por saca e em São Francisco do Sul, Santa Catarina, onde a oleaginosa perdeu 1,82% para fechar o dia com R$ 70. Em Paranaguá, queda de 0,71% para R$ 70 e estabilidade em Rio Grande, com R$ 70,50 no disponível e R$ 71,50 por saca no futuro, referência junho.

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E com novas baixas nos preços, o mercado brasileiro segue travado. De olho na política e economia externas, a sequência de altas nas taxas de juros dos EUA menor do que vinha sendo esperado pelo mercado, como anunciou o Federal Reserve nesta quarta-feira (15), levou o dólar a se aproximar, mais uma vez, dos R$ 3,10 e afugentou ainda mais os vendedores.

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Nesta quinta, a moeda americana encerrou a sessão valendo R$ 3,1155, perdendo 0,14%. As recentes baixas motivaram algumas compras no mercado de câmbio e os investidores, como reportou a agência de notícias Reuters, ainda repercutiram “a volta das atuações do Banco Central no mercado e a melhora de perspectiva do rating brasileiro pela agência de classificação de risco Moody’s”.

Mesmo com novos negócios parados, os embarques brasileiros de soja seguem acontecendo em um ritmo ainda interessante, como explica Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting. As vendas feitas antecipadamente estão sendo cumpridas, embarcadas nos portos nacionais e em ritmo recorde. Apenas nos oito dias úteis de março, o volume passou de 3 milhões de toneladas.

Bolsa de Chicago

Em Chicago, o dia foi de repercussão de um dólar mais baixo – favorecendo os produtos norte-americanos e ampliando sua competitividade – e de bons números, apesar de dentro do esperado, da demanda pela soja dos EUA.  “Tivemos (nas últimas sessões) uma baixa generaliza das commodities com algumas vendas e agora, uma ‘busca por barganhas e recompras nesta quinta”, disse o analista internacional, Steve Georgy, da Allendale.

Números do USDA

As vendas totalizaram 727,4 mil toneladas, dentro das projeções esperadas pelos traders, de 400 mil a 800 mil toneladas. Foram 471,6 mil toneladas da safra 2016/17 e mais 255,8 mil da 2017/18, com a China ainda como destino número 1 da oleaginosa americana. Com esse volume, o acumulado de vendas do presente ano comercial chega a 53.459,6 milhões de toneladas –  97% do total projetado para ser exportado – contra 43.292,1 milhões de toneladas.

Fonte: Notícias Agrícolas

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