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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agronotícias

Conab pretende vender armazéns públicos

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou um estudo para identificar o número de armazéns públicos, desativados ou ociosos, que deverão ser vendidos em 2017. Com a iniciativa,  a intenção do órgão público é cortar gastos com a manutenção de estruturas sem aproveitamento.

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Vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Hélio Sirimarco acredita que a Companhia deverá adotar o uso de armazéns privados em parte do país. “A Conab tem um projeto de se desfazer de armazéns, e pretende diminuir sua rede. Só deverão ser mantidas as unidades onde não há redes privadas. Onde existe, a Conab vai vender, e já está começando a transferir armazéns, pois não quer ficar com esse excedente. Na verdade, a gestão de estoques tem esse objetivo: garantir preço mínimo para o produtor e atender à demanda do mercado”, analisa Sirimarco.

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Com a decisão da estatal, analistas temem pelo risco de um possível desabastecimento e/ou aumento dos preços dos produtos agrícolas. Nesse caso, Sirimarco argumenta que “existem alternativas para superar estes eventuais problemas, como a desoneração das importações, como ocorreu com o milho e o feijão em 2016”.

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O governo federal ainda não definiu quais regiões serão priorizadas na venda de armazéns da Conab.

De acordo com informação divulgada pela CBN, o nível de estoques públicos de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento diminuiu em 54,1%, em 2016. Segundo a estatal, atualmente os estoques armazenam 798,8 mil toneladas de grãos. Em dezembro de 2015, esse total chegava a 1,74 milhão de toneladas.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atribui a retração nos estoques à queda na produção agrícola ao longo de 2016, que provocou alta nos preços e obrigou o governo a intervir para manter o equilíbrio do mercado. Conforme o órgão federal, a produção foi afetada pelo excesso de chuvas no Estado de Rio Grande do Sul e pela falta de chuva em regiões do Nordeste e Espírito Santo. No entanto, o Ministério prevê uma supersafra para 2017.

O vice-presidente da SNA avalia a queda nos estoques como reflexo de problemas climáticos em culturas específicas. Ele também acredita que a safra 2016/17 deverá ultrapassar as atuais previsões.

“Vai superar as 215 milhões de toneladas de grãos. Estamos falando de uma safra de soja provavelmente acima de 110 milhões de toneladas, o que é recorde absoluto. A estimativa de milho, nas duas safras, está em 85 milhões de toneladas. Fora o feijão que vai aumentar. Essa previsão é um consenso no mercado. É possível que se alcance até mais que isso”, afirma Helio Sirimarco.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias (foto: divulgação/arquivo)

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