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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agronotícias

Chicago: soja fecha em alta após ajustes dos USDA para safra dos EUA

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Os preços da soja praticados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão desta quinta-feira (12) com altas de quase 30 pontos entre os principais contratos depois da divulgação dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Assim, o janeiro/17 encerrou o dia com US$ 10,32 por bushel, enquanto o maio/17 foi a US$ 10,49.

O órgão parece ter deixado o conservadorismo, ao menos para esse primeiro reporte de 2017, no ano passado e deu fôlego para as cotações, já que os ajustes, como foram apresentados não vinham sendo esperados. No entanto, o economista da Apexsim Inteligência e Mercado, Filipe Dawson, acredita que o impacto dessas mudanças possa ser pontual. “Isso foi reflexo de um efeito psicológico, especulativo, gráfico”.

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As estimativas indicaram uma baixa na produção de soja do país de 118,69 milhões para 117,22 milhões de toneladas, uma vez que a produtividade e a as áreas plantada e colhida também foram revisadas para baixo. Assim, os estoques também foram projetados com números menores do que os de dezembro, de 13,06 milhões de toneladas, em 11,43 milhões. A produção e os estoques ficaram abaixo das expectativas do mercado.

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Do lado da demanda, porém, manutenção em quase todos os números. As exportações dos EUA foram mantidas em 55,79 milhões de toneladas e o esmagamento da oleaginosa em 52,53 milhões. Para Dawson, esse foi um ponto de atenção e estranhamento no boletim frente ao ritmo acelerado que as vendas e embarques norte-americanos têm apresentado, apesar de duase semanas mais fracas de vendas, com a demanda começando a se voltar mais para a América do Sul.

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Na semana encerrada em 5 de janeiro, o país vendeu 291,9 mil toneladas da oleaginosa, contabilizando as operações das safras 2016/17 e 2017/18. Foram 348,9 mil toneladas da safra atual e canceladas 57 mil da próxima. O mercado apostava em algo entre 500 mil e 800 mil toneladas.

Apesar dos volumes mais fracos das últimas semanas, o total de vendas acumuladas pelos EUA na temporada é elevado e já chega a 48.321,5 milhões de toneladas, contra 37.9494,8 milhões de toneladas do mesmo período da safra anterior. Do total estimado pelo USDA, já há, portanto, 86,61% comprometidos.

Além do boletim mensal de oferta, o USDA trouxe, ainda nesta quinta-feira, o reporte de estoques trimestrais de grãos dos EUA e também apresentou números mais baixos do que a expectativa média do mercado, contribuindo para o avanço das cotações na CBOT. De acordo com o reporte, os estoques de soja são de 78,93 milhões de toneladas. O número apresenta um aumento de 75 em relação a 1º de dezembro de 2015, porém, fica abaixo da média das projeções dos traders, que era de 80,31 milhões de toneladas. As expectativas variavam de 75,8 a 84,89 milhões de toneladas.

América do Sul

Os números da América do Sul eram bastante aguardados pelo mercado, porém, não surpreenderam tanto. A projeção da safra brasileira veio em 104 milhões de toneladas, em linha com o último número da Conab de 103,8 milhões de toneladas. “Mesmo com oaumento na projeção de volume exportado os estoques finais brasileiros deverão ficar cerca de 5% acima do projetado no mês anterior pelo USDA”, pontuou o Apexsim.

Para a Argentina, poucas mudanças. Mesmo com os problemas climáticos que o país enfrenta e com instituições locais já indicando perdas de até 5 milhões de toneladas na safra 2016/17, a estimativa do USDA foi mantida em 57 milhões de toneladas.

Mercado Brasileiro

No Brasil, porém, o impacto das altas em Chicago foi limitado e, nos portos, os preços cederam novamente nesta quinta-feira, com exceção do futuro em Paranaguá, com alta de 0,67% e R$ 75,00 por saca. No interior, a maior parte das principais praças de comercialização encerraram o dia com estabilidade.

O dólar, afinal, voltou a recuar frente ao real. A moeda americana fechou com baixa de 0,50% e valendo R$ 3,1756. Na mínima do dia, a divisa chegou aos R$ 3,15.

Fonte: Notícias Agrícolas

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