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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agronotícias

Soja fecha com baixas de dois dígitos em Chicago

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As melhores condições de clima esperadas para a América do Sul nos próximos dias e mais o ajuste de posições por parte dos fundos de investimento levaram os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago a terminarem o dia perdendo mais de 10 pontos entre as posições mais negociadas no pregão desta quinta-feira.

O contrato março/18 fechou com US$ 9,56, com queda de 10,75 pontos, e o maio/18, referência para a safra brasileira, com US$ 9,67, recuando também mais de 10 pontos.

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Com apenas mais uma sessão para 2017, os fundos optaram por mais um movimento de realização de lucros, principalmente depois das boas altas observadas na última terça-feira (26), quando as cotações bateram em suas máximas em duas semanas.

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“Os mercados de soja, milho e trigo continuam a ver os traders ajustando suas posições com apenas duas sessões restando para 2017. Os amplos estoques mundiais de grãos continuam a ser um dos pontos de atenção, ao lado das condições de clima na América do Sul e também na do Norte”, diz Bryce Knorr, analista sênior do portal internacional Farm Futures.

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Os mapas mais atualizados para a América do Sul mostram que as chuvas continuam chegando, porém, para a Argentina ainda se mostram irregulares. Enquanto as chuvas chegam de forma mais significativa à Córdoba – com acumulados previstos entre 30 e 75 mm para os próximos dias, segundo informações da Labhoro Corretora – outras províncias ainda sofrem com o tempo seco e precisando de acumulados maiores, como Buenos Aires, por exemplo.

No Brasil, a situação atual também não é de total regularidade, apesar de, segundo a conusltoria internacional AgResource Mercosul, 90% das áreas produtoras contarem com condições benéficas nesse momento. “São períodos mais prolongados de céu limpo sobre o Centro-Oeste, com a volta de índices pluviométricos acima dos 30mm, também, no começo de janeiro”.

E a AgResource afirma ainda que “há uma tendência de retração das precipitações sobre a Argentina e o Sul do Brasil, em meados de janeiro. Ainda não é possível uma confirmação conclusiva até que os mapas climáticos comecem a trazer leituras similares diariamente.

Mercado Brasileiro

Nestes últimos dias do ano, os negócios no Brasil seguem bem parados e mesmo com apoio no dólar, nesta quinta-feira, as cotações fecharam o dia sem referências, principalmente nos portos.

A moeda americana fechou com R$ 3,3144 e alta de 0,08% e a semana já terminou para esse mercado, com uma queda acumulada de 0,60%. Já em dezembro somou uma alta de 1,31% e, no ano, de 1,99%.

Apenas Rio Grande terminou com preços em queda, com a soja disponível perdendo 0,95% e valendo R$ 73 por saca, enquanto a safra nova foi a R$ 74,30, registrando uma queda de 0,93%. Paranaguá, Santos, Imbituba e São Francisco do Sul ficaram sem cotação.

No interior, Castro/PR perdeu 1,38% para R$ 71,50 por saca e Assis, em São Paulo, 0,63% para R$ 63,40. As demais praças de comercialização terminaram fecharam a quinta-feira sem cotação ou na estabilidade.

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