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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agronotícias

População refloresta área de grilagem de terras em MT

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Dezenas de alunos da rede estadual de ensino, trabalhadores extrativistas e voluntários reuniram-se, no último sábado (2), para trazerem de volta um pedaço de floresta amazônica na reserva legal comunitária do Projeto de Assentamento Juruena, em Cotriguaçu. A iniciativa faz parte do projeto “Reflorestamento Afirmativo”, executado pela Promotoria de Justiça da comarca.

Os trabalhos de recuperação de cerca de 700 hectares de floresta pública ilegalmente destruída e transformada em fazendas de gado começou no final de 2016, com uma parceria entre o Ministério Público, as Polícia Civil e Militar, o Ibama, a Prefeitura de Cotriguaçu e a sociedade civil.

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Além do plantio de aproximadamente 700 mudas de espécies nativas do bioma da amazônia para isolamento da área, foi realizada a dispersão, por lançamento manual, de cerca de 50 kg de sementes de espécies invasoras de pastagens, tais como pau lacre (Vismia japurensis Reich); ipê-Amarelo-da-Mata (Handroanthus serratifolius) e o angico amarelo (Senna multijuga).

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De acordo com o promotor de Justiça Cláudio Angelo Correa Gonzaga, a par da responsabilização administrativa, civil e criminal dos responsáveis pelo ilícito ambiental, a atividade visa resguardar o meio ambiente e a Floresta Amazônica, permitindo a regeneração da floresta pelo banco de sementes antes que a degradação se acentue e que se consolidem situações de fato, aproveitando-se o potencial de regeneração natural da floresta nativa (resiliência).

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Ele explica que para dar continuidade as ações dois reeducandos continuarão com a atividade de plantio e manutenção de mudas nativas no lugar. Nesta etapa, o plantio de espécies nativas de alto valor econômico como a castanheira (Bertholletia excelsa) e a seringueira (Hevea brasiliensis) será privilegiado, de modo que possa ser formada uma agrofloresta que possa ser utilizada por todos assentados.

Segundo o promotor, a prática ainda poderá ser aperfeiçoada. “Assim como o capim é lançado por aviões agrícola para abafar o banco de sementes da floresta, foram lançadas sementes de espécies lenhosas invasoras de pastagens para abafar o capim. Estas sementes foram compradas por autores de crimes ambientais de agricultores familiares e doadas à Prefeitura. No futuro, a atividade poderia envolver a utilização de drones com carga, aliando educação ambiental e entretenimento a jovens e adolescentes à restauração florestal.”, assegurou.

Também participaram do mutirão membros da Associação dos Coletores(as) de Castanha do P.A. Juruena, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cotriguaçu, a O.N.F. Brasil, a Prefeitura Municipal de Cotriguaçu, a direção das escolas estaduais Sidney Cesar Fuhr e Maria da Glória Vargas Ochôa e voluntários.

“Entendemos que o desmatamento ilegal deve ser percebido como um dano cuja recuperação requer urgência. Defendemos a tese de que qualquer pessoa pode, e o poder público e seus agentes devem realizar medidas práticas imediatas para promover a recuperação de florestas destruídas, em uma forma de autotutela de um direito coletivo”, destacou o promotor.

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