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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agronotícias

Identificada 1ª ocorrência de ferrugem da soja na safra 2017/18

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A primeira ocorrência de ferrugem asiática em lavoura comercial da safra 2017/18 acaba de ser relatada pelo Consórcio Antiferrugem, em Itaberá (SP). A identificação foi realizada por pesquisadores da Fundação ABC em lavoura semeada em setembro (estádio R3), logo após o término do vazio sanitário. Comparando-se a safra atual com a safra 2016/17, houve um atraso na ocorrência da doença, já que na safra passada o primeiro relato da doença no Brasil foi em 11 de novembro (em estádio R2), em Taquarituba (SP).

A lavoura de Itaberá (primeiro foco de ferrugem dessa safra) foi a primeira a ser semeada na região, por isso, a equipe da Fundação ABC monitorou a área desde a sua emergência, para servir de alerta para a região. “Apesar de terem sido observadas pústulas de ferrugem, a incidência na área é baixa”, ressalta o pesquisador da Fundação ABC, Alan Cordeiro Vaz. A região de Itaberá tem ainda soja perene (leguminosa perene usada em pastagens consorciadas) que também é hospedeira do fungo Phakopsora pachyrhizi. No entanto, o pesquisador explica que a severidade nessa espécie em 2017 foi baixa em razão do tempo seco observado no início da safra.

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Nessa mesma região, no início do vazio sanitário, a quantidade de soja voluntária (guaxa) com ferrugem era alta, mas no final do vazio sanitário, os pesquisadores da Fundação ABC observaram redução significativa na quantidade de soja guaxa. “Essa redução deve ter sido favorecida pela ocorrência de geadas na região e, principalmente, pelo período seco, especialmente setembro”, destaca Vaz.

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Nessa safra, houve atraso da semeadura da soja, em virtude da falta de chuvas, o que levará a soja a entrar em estádio reprodutivo na época onde as chuvas são mais regulares. “Por isso, os produtores devem estar alertas e intensificar o monitoramento nas primeiras áreas semeadas”, diz a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja. “Os produtores devem observar a eficiência dos fungicidas em ensaios recentes e os problemas de resistência ocorrido na última safra, principalmente na região sul do País. Além disso, devem fazer a rotação de fungicidas com princípios ativos diferentes e a adotar fungicidas multissítios no programa de controle”, ressalta.

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As informações foram divulgadas pela assessoria da Embrapa.

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