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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Agronotícias

Uso de algas aumenta produtividade na produção de soja

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Com mais de 70 nutrientes disponíveis e de rápida absorção, as algas marinhas têm sido cada vez mais utilizadas na agricultura brasileira. A técnica, que começou a ser aplicada na década de 70 na França, ganhou estudos mais robustos nos últimos anos, inclusive em universidades nacionais, e hoje já é apontada como uma das alternativas ecologicamente corretas com melhor resposta de produtividade.

O vice-diretor da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG), Wilson Mozena, conta que os estudos se intensificaram nos últimos cinco anos e que os resultados têm sido excelentes nas mais diversas culturas. “As respostas são muito boas não apenas em alimentos ricos em cálcio, como tomate, mas também quando o agricultor busca um ajuste fino para o aumento de sua produtividade. Há ainda a possibilidade do uso na ração animal”, explica.

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As algas do tipo Lithothamnium apresentam em sua constituição diversos macro e micronutrientes, com destaque para o cálcio e magnésio, além de substâncias orgânicas como aminoácidos.

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Mozena explica que, além dos nutrientes da própria alga, sua porosidade permite que micro-organismos do solo encontrem uma espécie de abrigo no material. “Em alguns casos, o resultado vem por meio dos nutrientes, em outros casos, pela absorção feita pela porosidade da alga e, em outras situações, pela combinação destes dois fatores”, acrescenta ele.

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Nos últimos dois anos, a UFG iniciou parceria com uma empresa, que desenvolveu duas linhas de produtos para fertilização do solo e alimentação animal. A composição permite a utilização do composto de algas sozinho ou em mistura com outros fertilizantes.

Os números são expressivos: experimento realizado em Silvania, Goiás, em cultivo de soja iniciado em novembro de 2012 e com colheita em abril de 2013 comparou a adubação padrão utilizado na fazenda e o tratamento com algas, somado à mesma dose de NPK . O resultado foi um aumento de 6,7% na produtividade com as algas, elevando a produção de 39,90 sacas por hectare para 42,60.

O uso de algas em pastagens de braquiária na região central e norte do Brasil tem mostrado benefícios relevantes, permitindo até dobrar o número de animais pastejando por hectare. “A parceria das universidades com a iniciativa privada é importantíssima para o desenvolvimento de tecnologias nacionais. O Brasil precisa disso para não depender de inovações vindas do exterior”, defende Wilson Mozena.

As informações foram divulgadas pela assessoria da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

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