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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Assembleia discute implantação de hidrovia em MT

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A Câmara Setorial Temática (CST) da Assembleia Legislativa criada para avaliar, discutir e propor medidas para os portos da região oeste e à efetivação da hidrovia Paraguai-Paraná esteve reunida hoje. A CST, durante os 180 dias de trabalho, está estudando as possibilidades econômicas e ambientais sobre o transporte de produtos importados e exportados ao longo da hidrovia.

Para a presidente da CST, Sinara Piran, a intenção é trazer todos os atores envolvidos com a hidrovia para o debate e com isso formatar um documento que mostra a viabilidade do transporte efetivo de cargas ao longo da hidrovia. Hoje, segundo ela, a hidrovia transporta apenas pessoas.

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“É preciso levantar quais são os principais impactos na instalação de portos ou estação de transbordos ao longo do rio, os impactos que possam ser causados ao meio ambiente e como vai funcionar a logística na região. A CST precisa de dados técnicos que possam chegar a um consenso entre o custo beneficio desse empreendimento”, disse Sinara Piran.

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Nas próximas reuniões, de acordo com a presidente, a CST vai abordar dados técnicos de possíveis impactos ao meio ambiente na região. “Hoje, a tecnologia já mostra que virá benefícios financeiros, sem danos ao meio ambiente. No final, a CST pretende formatar um documento que possa embasar o custo benefício ao longo da hidrovia”, disse.

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O deputado Leonardo Albuquerque (PSD), autor da instalação da CST, afirmou que a discussão vem num momento oportuno e fundamental para alavancar o desenvolvimento econômico da região. Segundo o parlamentar, o transporte – Cáceres a Corumbá – é utilizado para barcos de turismo e não para escoar a produção mato-grossense.

“Hoje, o custo Brasil é muito alto. Mato Grosso é um estado de economia primaria. Mas perde parte da riqueza no momento do exportar a sua produção. O momento é fundamental para discutir transporte intermodal, e a hidrovia demonstra que o custo é menor que o transporte rodoviário”, destacou o parlamentar.

Mas para que isso seja efetivado, de acordo com Leonardo, a nova alternativa de transporte tem que ser fixada no tripé econômico, social e ambiental. “Importante a discussão, o momento é agora. Não é apenas uma hidrovia Paraguai-Paraná, mas uma hidrovia do Mercosul. Há muitos anos, na região não é transportado nenhum grão pela hidrovia”, lembrou o parlamentar.

A próxima reunião foi marcada para o dia 10 de outubro, às 9 horas, na Assembleia Legislativa. Vale lembrar que a discussão sobre o transporte hidroviário no rio Paraguai-Paraná é aberta à sociedade.

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