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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agronotícias

Mato Grosso avança em compra de ureia boliviana

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Representantes do governo boliviano discutiram possibilidades de acordos comerciais com empresários e representantes do agronegócio mato-grossense, nesta terça-feira, no Palácio Paiaguás, durante o Workshop “Oportunidades de Negócios Mato Grosso e Bolívia: Gás e Ureia”. Até então as negociações eram lideradas apenas pelo Governo do Estado.

“São interesses que se complementam tanto de Mato Grosso como da Bolívia. Nós temos aqui a termelétrica, temos o gasoduto, precisamos do gás, nós não temos um acordo firme, há prioridades anteriores a nossa, então nós temos interesse em ter um contrato firme. A Bolívia tem interesse em vender ureia aqui e nós temos capacidade de comprar tudo o que eles produzem lá. Então como temos tudo isso em comum estamos fazendo este workshop”, declarou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalove, que representou o governador, ausente devido à viagem a Campo Grande para o funeral do ex-governador Pedro Pedrossian.

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Conforme Avalone, a intenção do Governo do Estado é assinar um memorial de intenções para que a estatal boliviana seja parceria da MT Gás. “Queremos que eles sejam sócios na MT-Gás. São coisas que já estão avançando bastante”, informou. Há uma determinação do governador, diz o secretário, para que o gás chegue às indústrias e depois aos condomínios verticais. Num primeiro momento a prioridade é o Distrito Industrial de Cuiabá e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), em Cáceres.

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Em relação à ureia, Mato Grosso tem capacidade para consumir duas vezes a quantidade produzida pela Bolívia. Diante disso, representante do agronegócio e do governo mato-grossense estão propondo que os bolivianos construam até mesmo uma indústria de ureia no Estado. Oscar Barriga, da YPFB, a empresa boliviana responsável pelo petróleo e derivados, explicou que a fábrica em Bulo-Bulo começa a funcionar em setembro. “Pretendemos levar a ureia de Bulo-Bulo a Santa Cruz até o porto de Quijarro. De lá pode seguir via hidrovia para Cáceres e depois via terrestre para Rondonópolis. A logística vai depender dos acordos comerciais que fizermos”, concluiu.

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Barriga disse crer que a relação comercial entre Mato Grosso e Bolívia vai se concretizar e que se estabeleceu uma sinergia entre os negociadores. Ele também se mostrou otimista para a renovação do fornecimento de gás boliviano para Mato Grosso a partir de 2019, quando se encerra o atual contrato.

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