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sábado, 7 de novembro de 2026
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Agronotícias

Produtores rurais defendem priorizar segmentos em renegociação de dívidas

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Representantes de produtores rurais cobraram nesta terça-feira, em audiência pública na Câmara dos Deputados, prioridade para os segmentos mais necessitados durante o processo de renegociação de dívidas do setor agrícola. Eles participaram de reunião na comissão especial que debate soluções para o endividamento do setor agrícola.

Para o diretor institucional da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Benedito Rosa, a renegociação deve seguir critérios bem definidos e priorizar segmentos com maior dificuldade em saldar seus compromissos. “Se o cobertor está curto com algo com R$ 1,2 bilhão para equalização é preciso um critério para distribuir esse recurso para contemplar os segmentos que mais precisam”, afirmou.

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Rosa citou a estimativa do governo para gastar com a equalização da taxa de juros para o Plano Safra 2018/19. Por meio da equalização, o governo cobre a diferença entre a taxa de juros praticada no mercado financeiro e a taxa efetivamente paga pelo produtor.

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O vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, falou que o problema do arroz é estrutural, como custo alto de energia elétrica. “Temos de direcionar recursos para setores que realmente precisam. O endividamento do arroz ainda não apareceu por causa de muitas prorrogações”, disse.

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O agronegócio possui cerca de R$ 303 bilhões em compromissos a serem saldados com o sistema financeiro, de acordo com dados de dezembro de 2017 do Banco Central (BC), citados pelo coordenador do colegiado, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS).

O vice-presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Pedro Loyola, afirmou que os dados do BC mascaram a situação do endividamento agrícola. “Não temos hoje separado nos dados do sistema financeiro nacional o que são os dados de renegociação de dívidas do passado com as operações em normalidade”, disse.

Na opinião do secretário de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Antoninho Rovaris, toda renegociação faz injustiça com quem conseguiu pagar suas dívidas em dia. “Temos alguns que, por conveniência ou garantias dadas, sentam e esperam as coisas acontecerem”, afirmou.

O objetivo da comissão, segundo Goergen, é reduzir a “gordura da dívida”, ou seja, atualizar os juros cobrados dos produtores. Para ele, os juros pagos estão acima dos praticados pelo mercado e inviabilizam a atividade agrícola. “A dívida agrícola do Brasil está escondida e é um gravíssimo problema”, completou.

Goergen confirmou que não será possível garantir uma medida para ajudar a renegociar todo o agronegócio, mas será preciso focar nos segmentos mais comprometidos. “Não vai ter como ter uma medida para todo mundo. Acho que devemos ir para os setores mais necessitados, como leite e arroz. Com poucos recursos disponíveis precisamos ter ainda mais efetividade”, disse.

A comissão fará uma reunião nesta quarta-feira com representantes de bancos e na semana que vem com membros do Poder Executivo. A intenção, segundo Goergen, é agilizar e concluir os trabalhos até dia 23 de maio.

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