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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Agronotícias

Soja fecha com baixas de dois dígitos na CBOT

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Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago intensificaram suas baixas e fecharam com perdas de mais de 10 pontos entre os principais vencimentos na sessão desta quarta-feira. O recuo foi reflexo de uma conjunção de fatores, como explicou o analista de mercado e economista, Camilo Motter.

Assim, o vencimento março/18 voltou ao patamar dos US$ 9,50 por bushel, enquanto o maio/18, referência para a safra brasileira, voltou a atuar na casa dos US$ 9,60.

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O primeiro fator de pressão sobre as cotações, segundo o executivo, ainda é o cenário climático na América do Sul e a falta de uma ameaça realmente preocupante, até esse momento, à temporada 2017/18. Há, inclusive, as perspectivas de um aumento da produção brasileira em relação aos números iniciais.

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Na Argentina, o tempo ainda está seco na maior parte das principais regiões produtoras do país, porém, com as previsões mostrando melhores condições de chuvas nas próximas duas semanas.

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Segundo um boletim do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) da Argentina, que considera uma previsão de chuvas até segunda-feira (15), os próximos dias trariam chuvas de “variada intensidade em áreas do centro e norte argentino com maiores acumulados, de maneira localizada, no norte da província de Córdoba, no Noroeste argentino e no extremo nordeste”.

No Brasil, o clima tem favorecido praticamente todas as principais regiões produtoras, e a perspectiva, apesar de alguns problemas pontuais, é de uma safra cheia. Não há, porém, um consenso entre os números esperados para esta temporada ainda.

Para a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), apesar de já ter sido iniciada, a colheita no Brasil estaria de 10 a 15 dias ‘atrasada’ se comparada ao ritmo do ano passado. O excesso de chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste motiva declarações como esta.

Paralelamente, a preparação do mercado para o novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que chega nesta sexta-feira também motiva um movimento de correção e realização de lucros, com os traders ajustando suas posições.

Além disso, chegam ainda os novos números dos estoques trimestrais norte-americanos, também no dia 12, o que deve mexer com as cotações, tal qual o novo reporte da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) nesta quinta-feira.

“E esses são relatórios muito importantes, os primeiros do ano. Mas o mercado não espera números muito diferentes (no mensal de oferta e demanda do USDA) em relação ao relatório de dezembro”, diz Motter.

No portos do Brasil, os preços voltaram a recuar nesta quarta-feira. Em Paranaguá, a soja disponível foi a R$ 72 por saca, perdendo 0,41%, enquanto em Rio Grande ficou em R$ 71,50, com perda de 0,69%. Já a safra nova ficou com R$ 71,50 em ambos os terminais, com recuos de 0,69% e 1,08%.

No interior do país, as cotações ainda se mantêm estáveis em quase todas as principais praças de comercialização do país, com as referências variando entre R$ 55,00 e R$ 70 por saca.

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