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Saúde

Mato Grosso tem meta de reduzir para 9,7 a taxa de mortalidade infantil

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A meta dos sete estados que compõem o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC) é reduzir a taxa de mortalidade infantil de 13,3 para 9,7 a cada mil nascidos vivos até em 2022, com base nos índices de 2015. Esta projeção está inserida na execução do Programa Aliança Municipal pela Competitividade (AMC), lançado durante o 20º Fórum dos Governadores do Brasil Central que aconteceu em Cuiabá nesta quinta-feira e sexta-feiras.

Em Mato Grosso, são 24 os municípios com maior índice de mortalidade infantil, sendo que 12 estão no Grupo Prioritário e 12 no grupo Focal. Grupo Prioritário – Comodoro, Campinápolis, Tangará da Serra, Barra do Garças, Alta Floresta, Várzea Grande, Cuiabá, Cáceres, Primavera do Leste, Sorriso, Rondonópolis e Sinop. Grupo Focal – Vila Rica, Canarana, Colniza, Água Boa, Aripuanã, Campo Novo do Parecis, Barra do Bugres, Peixoto de Azevedo, Campo Verde, Jaciara, Juara, Juína.

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Destes, os cinco que apresentam maio índice de mortalidade infantil para cada 1.000 nascidos vivos são: Comodoro (41,4), Campinápolis (31,3), Canarana (30,7), Colniza (27,2) e Água Boa (23,4).

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As principais causas de morte neonatal são complicações em partos prematuros (35%), eventos relacionados ao processo de parto (24%) e infecções (15%). E de acordo com a Organização Mundial de Saúde, grande parte das causas dos óbitos são evitáveis, principalmente através de prevenção, como acompanhamento pré-natal ou assistência médica nas primeiras semanas de vida.

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O programa aponta índices e estabelece metas para a saúde, educação e segurança para os estados que compõem o consórcio que são, além de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia, Tocantins, Maranhão e o Distrito Federal. Governadores e técnicos dos sete estados participaram do evento.

De acordo com Aline Régia, coordenadora de Ações Programáticas Estratégicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT), para alcançar a meta, o programa trabalha com eixos e um deles é a definição da linha de cuidado materno-infantil que passa pela definição de protocolos e responsabilidades compartilhadas entre estados e municípios.

E essa definição deverá ser usada como estratégia para garantir os exames de diagnóstico, medicamentos, recursos para acompanhamento de alto risco e todos os demais serviços necessários para um pré-natal, parto e nascimento, puerpério e atenção integral à saúde da criança seguros, de forma regionalizada.

Cabe aos estados promover e articular encontros entre gestores da rede de serviços e profissionais de saúde materno-infantil para pactuar, disponibilizar e organizar a rede de saúde para atender a demanda em todo o estado, inclusive as oriundas dos municípios. O estado ainda deve definir o processo e os protocolos em conjunto com representantes dos municípios, fortalecer o uso e melhorar continuamente os protocolos e monitorar sua execução.

Já aos municípios cabe desenvolver os trabalhos necessários para facilitar e apoiar a definição da linha de cuidado materno-infantil ao nível regional, fazer levantamentos, organizar grupos de trabalho, e outras ações pertinentes do nível local para garantir a eficácia da atenção ao pré-natal, parto, pós-parto e atenção à criança. E também aplicar os protocolos e fazer seu devido registro.

Outro eixo é o desenho e pactuação da oferta de serviços regionalizada para assistência ao pré-natal, parto e nascimento, puerpério e atenção integral à saúde da criança, que é a Rede Cegonha que busca planejar e regionalizar o atendimento da rede de atenção à saúde, com base na linha de cuidado materno-infantil definida, e promover atuação integrada e colaborativa entre estado e municípios, com o objetivo de otimizar recursos e aumentar a eficiência de estados e municípios no atendimento às gestantes.

Neste eixo, cabe ao estado trabalhar em conjunto com os municípios para definir a rede de atenção à saúde, atuar de forma regionalizada e organizar e prover assistência especializada. Aos municípios a responsabilidade é de desenhar e pactuar com o estado uma rede de atenção à saúde, identificando os aparelhos/serviços disponíveis para atender à população de forma regionalizada, incluindo o parto e qualificar a infraestrutura do parto.

Os outros três eixos são a identificação, referenciamento e acompanhamento das gestantes de risco, promoção e apoio a programas de estimulo à amamentação e vinculação do recém-nascido ao serviço de atenção primária à saúde.

A coordenadora de Ações Programáticas Estratégias da SES, Aline Régia, informa que duas ações foram iniciadas em 2017 com vistas a contribuir com a redução do índice de mortalidade infantil em Mato Grosso.

Uma delas é a Qualificação da Atenção Neonatal (Programa Selo qualiNEO) que tem por objetivo diminuir a mortalidade neonatal e qualificar o atendimento aos recém-nascidos com duração de dois anos (junho/2017 a julho/2019). “A ideia é formar multiplicadores para disseminar a estratégia para outras maternidades no Estado”, conta a coordenadora.

A outra iniciativa é o Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia (Apice On) que propõe a qualificação nos campos de atenção e cuidado ao parto e nascimento, planejamento reprodutivo pós-parto e pós-aborto, atenção às mulheres em situações de violência sexual e de abortamento e aborto legal, nos hospitais selecionados.

Há as ações já desenvolvidas de forma rotineira como o Método Canguru, assistência neonatal que estimula o desenvolvimento de recém-nascido de baixo peso e prematuros. Em Cuiabá, o Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), Hospital Geral e Santa Helena (referência para o Estado) desenvolvem a estratégia. “Atualmente trabalhamos para estruturar a estratégia do método na Atenção Básica”, informa Aline Régia.

A iniciativa Hospital Amigo da Criança é outra ação já desenvolvida em Mato Grosso, que é um selo de qualidade conferido pelo Ministério da Saúde aos hospitais que cumprem os 10 passos para o sucesso do aleitamento materno.

Os 10 passos foram instituídos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), cujo objetivo é mudar práticas, condutas e rotinas das maternidades visando diminuir as intervenções desnecessárias na mulher durante o trabalho de parto e no bebê após o nascimento. Também busca promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. No Estado, existem dois Hospitais que aderiram à estratégia: Hospital Santa Helena (Cuiabá) e Hospital São Luiz (Cáceres).

As informações são da assessoria.

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