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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Polícia

Polícia Federal pede quebra de sigilo bancário de presidente da câmara

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A Polícia Federal pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a quebra dos sigilos bancário e telefônico do deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), presidente da Câmara, e do empresário Sebastião Buani.

O empresário acusa Severino de exigir dinheiro para que seu restaurante continuasse a funcionar na Câmara. Como prova, Buani mostrou um cheque de R$ 7.500 que foi sacado pela secretária do presidente da Casa, Gabriela Kênia Martins, em 2002. Segundo a PF, até agora, as investigações feitas revelam “indícios veementes de crime praticado por parlamentar”.

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A secretária de Severino afirma que o cheque de R$ 7.500 foi uma contribuição para a campanha de Severino Júnior –filho do presidente da Câmara, morto em 2002– em Pernambuco.

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O candidato, porém, declarou à Justiça Eleitoral que arrecadou R$ 1.000 e gastou só R$ 33. Para a defesa de Severino, pode ter havido erro na prestação de contas.

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Futuro incerto

Continua indefinido o futuro de Severino, que tentou um encontro com o presidente Lula. João Caldas (PL-AL), aliado do deputado, afirmou que ele pensa em se licenciar da presidência da Câmara.

Severino decidiu passar o final de semana em Brasília e pretende anunciar sua decisão sobre permanecer ou não à frente da Casa na próxima segunda-feira.

Desde o surgimento do cheque do empresário Sebastião Buani, na última quarta-feira, o presidente da Câmara não voltou à Câmara.

Nos últimos dois dias tem sido grande o número de visitas a Severino, principalmente de amigos, aliados e líderes da base do governo no Congresso.

A interlocutores, o presidente da Câmara informou que só tomará uma decisão sobre sua possível renúncia após consultar suas bases eleitorais em Pernambuco. O advogado de Severino, José Eduardo Alckmin, afirmou que não fez orientações sobre uma possível, já que esta é uma questão de foro íntimo do deputado.

Também na segunda-feira, o presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), deve indicar o nome do relator do processo aberto pelos partidos de oposição contra Severino por quebra de decoro parlamentar. Além da representação das oposições, o PSB e o PMDB também enviaram representação ao Conselho.

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