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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Polícia

Morte de advogada em Alta Floresta ainda não foi esclarecida

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Já se passaram um ano e dois meses desde o assassinato da advogada Irene Bricatti e até agora ainda não há indiciados no inquérito que apura seu assassinato. Irene Bricatti foi executada com oito tiros de pistola em 13 de abril de 2004, em Alta Floresta.
O inquérito já passou pelo crivo de vários delegados. Hoje, o delegado Luciano Inácio, do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), preside o caso. Segundo o jornal A Gazeta, até mesmo um delegado da cidade, Tarcísio Mendonça, chegou a ser investigado pela Corregedoria da Polícia Civil por manter relações de amizade com pessoas suspeitas do crime.

Não foi comprovado crime algum pelos dois delegados corregedores – José Antônio Cavadas e Geraldo Magella, que foram à cidade averiguar o que estava acontecendo. O delegado Mendonça levou uma advertência na ficha, de acordo com informações do corregedor geral adjunto da PC, Paulo Vilela. Atualmente, ele se encontra de licença médica.

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Luciano Inácio, procurado pela reportagem, informou que o inquérito sobre a morte da advogada corre sob segredo de Justiça mas que as investigações são complexas. O pedido foi feito pelo Ministério Público Estadual (MPE).

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Para a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB/MT) e o viúvo de Irene, o advogado Suetônio Paz, Irene morreu pelo trabalho que fazia junto a questões agrárias. Ela defendia posseiros que se instalaram em duas áreas distintas da região.

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“Tenho certeza de que se fosse uma missionária estrangeira que tivesse morrido (em alusão à morte de Dorothy Stang, executada a tiros em 12 de fevereiro, em Anapu, PA), o Congresso inteiro teria vindo aqui, mas esse não é o caso, não existe nenhuma ONG pra custear o trabalho”.

Irene Bricatti, 43, trabalhava em dois processos envolvendo grandes demandas de terras. Um em Aripuanã, em uma área de 45 mil hectares, pertencente ao empresário Euclides Dobli. O segundo processo diz respeito à Gleba Mandacaru, que fica em Paranaíta, onde houve a revenda de áreas para pequenos agricultores por posseiros que estavam na propriedade. A área de 60 mil hectares pertence ao também empresário Edson Carvalho.

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