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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Polícia

Polícia Federal prendeu 18 em Sinop acusados de estar em esquema de corrupção

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Sinop amanheceu movimentada nesta quinta-feira. Cerca de 100 agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal e colocaram servidores públicos, empresários e profissionais liberais atrás das grades devido a esquema de falsificação de documentos, facilitação e extração irregular de madeira.
Todos os presos foram para o fórum e a maioria recambiada para o mini-presídio. Só o ex-superintendente do Ibama Hugo Werle foi recambiado, de avião, para Cuiabá. Ele foi um dos primeiros a ser presos em Sinop.Estava em um hotel.

O delegado Cleiton Eustaquio Xavier, que comandou hoje em Sinop a operação Currupira, fez um balanço positivo da operação. A PF também apreendeu com alguns dos acusados ATPFs preenchidas em nomes de empresas, computadores, carros e agendas. Cálculo da PF apontam que a quadrilha que agia em 6 Estados seria responsável pela extração ilegal de 66 mil cargas de madeira. A quadrilha teria faturado cerca de R$ 800 milhões.

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A Polícia Federal informou os delitos que cada um dos acusados presos ontem em Sinop, Alta Floresta, Cuiabá e outras cidades de Mato Grosso, na operação Currupira.

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Leia tambémPolícia Civil cumpriu 7,6 mil mandados de prisão em MT neste ano; 434 operações

Estão presos
Alessandro de Oliveira Arantes, servidor do IBAMA, preso em Sinop, por liberação irregular de ATPFs

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Adevaldo Rodrigues de Souza, servidor do IBAMA, acusado de fazer laudo falso de Vistoria Pagamento de ATPFs.

Alcemir Moro, madeireiro, acusado de compra de madeira de empresas fantasmas

Aparecido Vicente Pereira, despachante, preso em Sinop por pagamento de propina para liberação de ATPFs e calçamento de ATPFs.

Carlos Henrique Bernardes, ex-chefe do Ibama em Sinop, acusado de aprovação irregular de planos de manejo e laudo falso de vistoria.

Daniel Tenório Cavalcante, despachante, preso em Sinop por pagamento de propina para liberação de caminhões trafegando com carga irregular, ATPFs falsificadas.
Gleyçon Benedito de Figueiredo, ex-chefe e ainda servidor do Ibama em Sinop, preso por recebimento de propina para liberação de projetos de exploração florestal,
conivência quanto às irregularidades cometidas por Sebastião Crisóstomo Barbosa.

Guilherme Antônio de Abreu Lima, servidor e ex-chefe do Ibama em Sinop, preso por laudo falso de vistoria. Em sua casa foram apreendidas 3 armas.

Hugo José Scheuer Werle (foto) , que era superintendente estadual do Ibama e foi exonerado após ter sido preso, segundo a PF, por recebimento de propina para fins diversos, liberação de projeto ignorando parecer contrário da área técnica.

Alex Leonardo de Oliveira, funcionário de uma empresa reflorestadora, preso por pagamento de propina para liberação de projetos de exploração florestal e tramitação rápida no IBAMA

Álvaro Fernando Cícero Leite, funcionário da FIEMT (Federação das Indústrias), lobista, que faria pagamento de propina para liberação de projetos de exploração florestal.

Bruno Roberto Carvalho, madeireiro, por calçamento de ATPFs

Joaquim de Souza Lima, servidor do Ibama em Sinop, preso por liberação irregular de ATPFs

Raimundo Nonato Alves de Souza, servidor do Ibama em Sinop, preso por
laudo falso de vistoria.

Raimundo Nonato da Silva, servidor do Ibama Sinop, também preso por
laudo falso de vistoria.

Reinaldo Oliveira Lucialdo, servidor do Ibama em Sinop, preso por laudo falso de vistoria.

Rosana Maria Zalevski, despachante, presa em Sinop por, segundo a Polícia Federal, ser representante de empresas fantasmas, fazer calçamento de ATPFs

Sebastião Crisóstomo Barbosa, chefe do Ibama em Alta Floresta e ex-chefe do Ibama em Sinop, acusado de liberação irregular de ATPFs, possibilitou que empresas fantasmas operassem na circunscrição do IBAMA de Sinop

Damasceno Mozer, despachante e procurador de laranjas. Foi preso por grilagem de terras.

Dirceu Benvenutti, reflorestador e madeireiro, acusado de envolvimento com ATPFs falsas, esquema de passagem de carga irregular no posto fiscal

Elias Rodrigues Carvalhaes, contador, acusado de ser representante de empresas fantasmas.

Éverson Alves da Silva, despachante, preso em Sinop sob acusação de ser representante de empresas fantasmas, calçamento de ATPFs.

A prisão temporária deles é de 5 dias e pode ser prorrogada por mais 5.

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