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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Arma que matou coronel pertencia a ele mesmo, diz advogado

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O deputado federal Vicente Cascione (PTB-SP), advogado da família do coronel Ubiratan Guimarães, disse na tarde desta quarta-feira que, em depoimento no DHPP, um dos filhos do coronel apresentou uma “prova que mostra que a arma utilizada para matar Ubiratan pertencia ao coronel”.

A prova seriam informações sobre um teste feito com uma bala igual ao que matou Ubiratan, um tipo de munição especial. “Não há sombra de dúvida que a arma usada para matá-lo era a arma dele mesmo, que ficava em cima do barzinho e tinha uma munição especial, diferente [dos projéteis comuns]”, disse Cascione.

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Cascione, que defendeu Ubiratan no julgamento do massacre, esteve no prédio do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) nesta quarta e afirmou que os indícios apontam para crime passional.

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“Não estou preocupado com confissões. Estou preocupado em fechar uma prova. Não adianta negar diante de uma prova”, disse Cascione. O advogado trabalha com a tese de que quem matou o coronel não invadiu o apartamento, mas já estava lá dentro e “usou a arma que estava em cima do bar”.

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Os três filhos do coronel estão no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), onde a advogada Carla Cepollina, 40, namorada de Ubiratan, depõe desde as 13h.

Esta é a terceira vez que Cepollina comparece ao DHPP. Ontem ela chegou ao prédio às 11h e só foi embora por volta da meia-noite. Na segunda-feira, um dia depois de o crime ser descoberto, ela depôs informalmente e afirmou que havia brigado com Ubiratan pouco tempo antes do crime, devido a um telefonema que ele havia recebido. Ontem a polícia pediu a quebra do sigilo telefônico dele.

Crime

Comandante da operação conhecida como massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em 1992, Ubiratan foi morto com um tiro no abdômen, em seu apartamento, nos Jardins (zona oeste de São Paulo).

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