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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Balística será ‘determinante’ em caso de latrocínio em Sinop

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A prisão de 4 acusados de praticar assaltos e até um latrocínio em Sinop, na semana passada, chamou a atenção da população. Pelo menos dois dos acusados são jovens de classe média, com empregos fixos, que a princípio não levantariam nenhuma suspeita. Cristiano Fiorezzi, 22 anos, é acadêmico.
Josivã Silva Dias, conhecido como Japa, trabalhava há mais de 5 anos em uma empresa de instalação elétrica, mora há 9 anos em Sinop. Mas os dois foram reconhecidos por 3 testemunhas como sendo os executores do latrocínio do empresário Ernani Zambiazzi, ocorrido no dia 16 de janeiro. Segundo as testemunhas, Josivã pilotava a moto e Cristiano, que estaria sem capacete, teria atirado.

De acordo com o delegado Richard Damasceno Lage, que ouviu o depoimento de Fiorezzi na última sexta-feira, ele nega a participação. “Mas foi reconhecido, e os indícios contra ele são muitos” afirmou. Os dois, juntamente com Odair de Jesus Silva, 32 anos, conhecido como Mazú e Elias Rodrigues de Paula, o Tigrão, foram encaminhados sábado para a penitenciária Ferrugem. Segundo o delegado, não será feita acareação entre os acusados de matar o empresário e as testemunhas. “Vamos aguardar o resultado da balística para ver se a arma é a mesma encontrada na casa. o calibre (38) confere”.

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A polícia informnou que pesam sobre eles acusações de assalto em uma relojoaria de Sinop, onde segundo o proprietário, o prejuízo foi na ordem de R$500 mil, assalto a um banco em Cláudia de onde foram levados R$14 mil, em uma loja de confecções, entre outros. Na casa onde eles residiam, na rua das Jaqueiras, no bairro Jacarandás, a polícia encontrou 30 papelotes de pasta-base, jóias desmanchadas e várias etiquetas de jóias furtadas, 24 celulares, alguns clonados, seis aparelhos televisores e dois computadore. Na residência também foram apreendidas duas motos CG Titan, uma vermelha e outra azul, que eram utilizadas para praticar os assaltos, e uma Parati, cor preta, que era utilizada para dar cobertura.

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Em entrevista exclusiva ao Só Notícias, os acusados apontam Cláudio Dias de Souza, que também morava com eles mas conseguiu fugir, como o dono das jóias e celulares.

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Só Notícias: Como vocês conheceram o Cláudio?
Josivã: Morava eu e o Cristiano, de aluguel e o Cláudio trabalhava como guarda na mesma firma que eu. Teve um tempo que ele sumiu, depois, há uns 6 ou 7 meses atrás ligou pedindo pra nós se tinha lugar pra ele morar lá em casa. Como nós precisávamos de alguém pra ajudar pagar o aluguel, ele foi morar com a gente. E aí, esses dias atrás, ele falou pra nós que tinha dois amigos dele que estavam chegando de viagem, de Cuiabá e precisavam ficar alguns dias. Foi quando veio o Mazú e o Elias. Eles ficaram uns dias, sumiram e semana passada apareceram de novo.

Só Notícias: Apesar do movimento que ocorria lá dentro, você nunca notou nada?
Josivã: Não, televisão era do uso pessoal dele, celular também todo mundo tem. Cada um tem seu quarto, a gente não entra sem permissão. Ele mexia com conserto de celular e as pessoas que ele recebia, eu achava que era normal.

Só Notícias: Você usa drogas?
Josivã: Não. Tem muita gente que me conhece, sabe que não sou desse tipo.

Só Notícias:Sobre a morte do empresário Ernani Zambiazzi, porque você acha que está sendo acusado pelas testemunhas?
A respeito dessa acusação eu desconheço, com certeza eu estava trabalhando. Em relação a isso aí eu tenho minha consciência limpa.

Só Notícias:Acharam uma boa quantidade de jóias na casa de vocês…
Josivã: Eu também desconheço, fui saber disso aí depois que já estava aqui.

Só NotíciasA droga e as armas estavam no quarto de quem?
Odair: No quarto do Cláudio estava a droga e no quarto do Cristiano acharam as armas.

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