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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Rondonópolis: versão de latrocínio dos 3 servidores da UFMT é reforçada com prisão

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Uma enfermeira que atendeu Luís Mauro Pires Russo, prefeito do Campus local da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no Hospital Regional, logo após o mesmo ter dado entrada para receber atendimento médico, na madrugada o dia 28 do mês passado, após ter sido alvejado a tiros, em frente da casa da pró-reitora Soraiha Lima, quando retornava de uma viagem à capital Cuiabá, confirmou que a vítima chegou naquela unidade hospitalar conversando e afirmou que o criminoso, ao abordá-los, anunciou que se tratava de um assalto.

Na verdade, logo que a notícia dos crimes se espalhou, a primeira versão que circulou nos meios policiais e na imprensa foi de um suposto assalto. Essa hipótese, inclusive, foi mantida em evidência nas primeiras diligências policiais, mas, devido a uma série de outros indícios que foram surgindo, entre alas de um suposto crime passional, a versão de roubo acabou ficando em segundo plano.

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Agora, passados 12 dias dos crimes, a versão de um triplo latrocínio ganha força novamente em meio a tantas outras possibilidades que estão sendo investigadas pela polícia.

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De acordo com a enfermeira, que pediu para que o seu nome não fosse revelado, Luís Mauro queixava–se de dores, mas estava lúcido e consciente. Ela então lhe perguntou o que teria acontecido e Luís Mauro teria lhe dito que uma pessoa branca, estatura média, trajando uma camiseta vermelha e bermuda marrom, chegou de repente, anunciou o assalto e já disparou contra a Soraiha. Nesse momento, a pró-reitora teria deixado cair a sua bolsa. Luís abaixou-se para pegá-la, e o suposto ladrão imaginando uma possível reação, efetuou um disparo nas costas do prefeito do campus. Em seguida, quando o bandido já estava indo embora de posse da bolsa, ele voltou e atirou no professor Alessandro Fraga. Mas, segundo a confidência de Luís Mauro, ninguém reagiu ao assalto.

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Ainda, de acordo com as informações repassadas pela enfermeira, Luís Mauro teria declarado que após ouvir a voz de assalto, ele e o professor Alessandro teriam entregue as suas respectivas carteiras de documentos ao ladrão. Mas, o fato estranho nisso tudo é que as carteiras de Luís e Alessandro estavam em seus bolsos.

“Essa confusão mental por parte do Luís Mauro, logo após os fatos, pode ter sido reflexo psicológico do mecanismo de negação, motivado pela situação de extremo estresse e medo”, explicou a enfermeira.

A reportagem manteve contato telefônico com o delegado que preside o inquérito, Antônio Carlos de Araújo, que confirmou realmente o teor das informações da enfermeira.

Na entrevista coletiva concedida na sexta-feira (7), pelos delegados que apuram o caso, o delegado regional de polícia, João Pessoa, não permitiu que fossem respondidas perguntas sobre detalhes da confissão do suspeito preso, Wilson Francisco da Silva, mais conhecido como “Russo”, ou “Bitton”.

Os jornalistas questionaram sobre a existência de eventuais mandantes, circunstâncias do crime admitida por Russo e participação de mais pessoas, mas, todas essas perguntas acabaram ficando sem respostas.

O fato é que, a polícia trabalha com a hipótese de haver mais de uma pessoa envolvida na execução dos crimes, como ficou evidenciado nas declarações do delegado regional em sua fala.

Agora, como a versão de latrocínio volta a ganhar força e o suspeito preso foi identificado como usuário de entorpecente, assumindo inclusive que estava drogado no momento do crime, é bem possível seja essa a motivação do latrocínio. Necessidade de dinheiro para comprar entorpecente ou até mesmo para pagar dívida com algum traficante. Por conta disso, a polícia agora passa a investigar essa vertente.

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