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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Polícia

Sinop: falta de servidores compromete atividades em delegacias

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Falta de viaturas para as polícias, equipamentos, materiais de trabalho, mão-de-obra. Estas são dificuldades rotineiras enfrentadas pelos órgãos de segurança da maior cidade da região Norte. Uma realidade que preocupa, visto que o município tem atualmente 105 mil habitantes, conforme o último censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística.

Roubos e furtos são frequentes, e a falta de servidores, em muitos casos, compromete os serviços. Procedimentos que poderiam ser resolvidos em poucos dias tornam-se morosos visto que o número de agentes não é suficiente para a grande carga de trabalho. Faltam policiais.

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Só Notícias apurou que, apenas na Polícia Civil, entre 60 a 80 boletins de ocorrências são registrados diariamente. Entretanto, uma média de dois investigadores trabalham em um plantão de 24h. Além de acumularem serviços investigativos, revezam-se no atendimento ao público, e serviços da administração. Um número visivelmente insuficiente.

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A situação, conforme Só Notícias apurou, esbarra em outros problemas. A maior cidade da região Norte conta apenas com três escrivães aprovadas em concurso e outros três que atuam em A-doc, ou seja, investigadores remanejados para este tipo de função. Há ainda uma quarta escrivã concursada e de licença. Também, três delegados estão lotados no município, entretanto, um está prestes a ser encaminhado a Alta Floresta, conforme decisão da diretoria de interior.

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Fontes do setor de segurança consultadas dizem que pela demanda ocasionada, seriam necessários pelo menos 40 investigadores e, no mínimo, 15 escrivães. Entretanto, a resolução deste problema parece estar longe de ocorrer. Tudo porque o número de novos servidores incorporados por meio de concurso não atende às expectativas da sociedade.

Para fragilizar ainda mais a situação, licenças médicas e férias comprometem todo o sistema.

Mesmo esbarrando na falta de condições, policiais têm de se adequar para o exercício das funções na cidade que detém a quarta maior economia de Mato Grosso. Enquanto isso, o cidadão permanece à mercê da criminalidade. Entre a segunda-feira (14) até ontem, o prejuízo gerado às vítimas, entre furtos e roubos, ultrapassou a casa dos R$4 mil.

Somente em um caso, registrado na sexta-feira (18), foram R$2,1 mil de um comerciante, rendido por criminosos à mão armada em uma madeireira na estrada Rosália, bairro São Cristóvão.

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