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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Garota confessa 30 homicídios e alguns foram em Mato Grosso

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"Gatinha do crime". É assim que é chamada uma garota de 17 anos, presa no último domingo na cidade paulista de São José do Rio Preto. Fria, calculista e meticulosa, a "Gatinha do crime" iniciou sua carreira ainda bem jovem no interior de Mato Grosso, na cidade de Pontes e Lacerda. E não é qualquer um que ela gosta de matar. Sua preferência são homens adultos. E com um modo peculiar de matar: a peixeira, quase sempre desferida no pescoço do incauto. "Gosto de ver o sangue jorrar na minha sandália", se vangloria.

Ao ser presa em São José do Rio Preto, a adolescente de 17 anos, usuária de cocaína, droga que aprendeu a consumir ainda jovem no interior de Mato Grosso, disse que já contabiliza 30 assassinatos. É fria a contar sua história e jura que em nenhum dos crimes estava sob o efeito de drogas. Também não admite que a maioria das mortes tenha ocasionado durante atos sexuais. Confessa, entretanto, que em alguns casos recebeu para matar. "Fui contratada sim. Pagam bem eu mato", teria dito em seu depoimento.

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Depois de passar por Pontes e Lacerda, onde iniciou sua vida marginal, a "Gatinha do Crime" esteve também, sempre junto com sua família, Santa Fé do Sul, no interior de São Paulo, Capinha, em Minas Gerais, Cáceres e Várzea Grande, em Mato Grosso e por último em Aparecida do Taboado, no Mato Grosso do Sul, onde diz quer executado pelo menos dez homens adultos.

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Segundo o delegado da DIG de Aparecida do Taboado, para onde a "Gatinha do crime" foi levada, Mauro Truzzi Otero, que atendeu o caso, disse que a adolescente contou que não aguentava mais o "peso na consciência" e porque queria "se livrar disso quando completar 18 anos".

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A Polícia conseguiu confirmar que os relatos da garota batem com pelos menos dois homicídios ocorridos em Aparecida do Taboado. Um deles foi o assassinato de um pedófilo, morto a facadas.

"Esse cara eu matei porque ele mexia com as meninas de 9, 10 anos. Comigo ele nunca mexeu", contou a adolescente ao delegado. Mas, segundo a investigação, ela não agiu sozinha. "Hoje, a Polícia trabalha com possibilidade de que o comparsa seja um policial militar, mas ela disse aqui que se trata de outra pessoa", afirmou Otero, à reportagem do Terra.

Outro crime seria de um homem que consta como desaparecido. Ela também teria roubado o Fiat Pálio dele. Outro crime relatado teria ocorrido no dia 1º de janeiro de 2007. "Entrei o ano matando", contou ela à polícia. "Enfiei a faca no pescoço dele e voou sangue no sapato da minha prima. Minha avó viu", consta na reportagem como declaração da adolescente.

A "Gatinha do crime" disse que matava por vários motivos, não importavam quais:
"Um dos motivos alegados é que ela era contratada para praticar os crimes e porque, em alguns dos casos, brigava com a vítima", contou.

Colaboraram Carlos Eduardo Lemos e Portal Terra

 

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