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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Polícia inicia programa de combate à violência escolar em Mato Grosso

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Um trabalho voltado à proteção integral do público escolar da capital está sendo desenvolvido pela Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA). O objetivo é diminuir as ocorrências envolvendo adolescentes no ambiente interno das escolas da rede pública de ensino. O "Programa Escolar", da Especializada, foi desenvolvido dentro do Programa de Ações de Segurança (PAS), que busca trazer tranquilidade e paz nas escolas.

A meta 4 do PAS é coordenada pela diretora adjunta da Polícia Civil, Thaís Camarinho, que vem discutindo junto com diretores e professores de 22 escolas de Cuiabá e Várzea Grande maneiras de tratar o problema. Uma das propostas do plano é aumentar a segurança dentro e no entorno das escolas, com ações de ronda policiais nos horários críticos. Outra medida será levar para dentro das escolas projetos sociais, como o "De Cara Limpa Contras as Drogas", Proerd, Rede Cidadã, Bombeiros do Futuro e Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen).

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Para Camarinho, a violência na escola deve ser tratada de forma diferenciada por ser "um espaço de formação". De acordo a diretora, para a polícia atuar ali, "precisa estar preparada para trabalhar de forma diferenciada, com ações de polícia de proximidade, em que o policial convive com a comunidade".

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Assim também entende o delegado titular da DEA, Paulo Alberto de Araújo, que desenvolveu o programa executado pela Especializada, voltado à redução da "violência concretizada por adolescentes estudantes, e, até mesmo não estudantes, nas unidades de ensino", assegura.

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Dados da Delegacia do Adolescente de Cuiabá apontam que os maiores índices de infrações cometidas dentro da escola são de ameaça entre alunos e contra professores, seguido, em ordem decrescente, pela posse de droga, furto, porte de arma de fogo, lesão corporal e danos materiais. E no ambiente externo, em primeiro lugar vem à ocorrência de roubo, seguido do tráfico de droga.

Com base nas estatísticas, o "Programa Escolar" da DEA foi pensado em quatro fases. Primeiro a escola recebe a visita preliminar de uma equipe de investigadores, devidamente identificados, a fim de fazer contato com a direção da escola e seus servidores. "Instalando a presença visual da Polícia Civil no local", explica o delegado.

Num segundo momento, são realizadas palestras preventivas considerando a inteligência do Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca) e o comportamento humano, ministrado por policiais da unidade e pela equipe multidisciplinar composta por uma psicóloga, pedagoga e uma assistente social.

O terceiro passo é instaurar os procedimentos policiais, intimando os infratores para serem ouvidos, acompanhadas de seus pais ou responsáveis. Os casos depois serão levados à Justiça. Por último, a polícia entra com o operacional na identificação dos alvos que agem no entorno das escolas, os quais representam ameaça e ou situação de risco à criança e ao adolescente.

As três primeiras fases são de cunho preventivo, sendo realizadas dentro do ambiente interno da escola. Enquanto que a quarta fase será feita do lado externo, a partir de informações colhidas durante as três fases antecedentes.

Em seis escolas da rede pública os trabalhos já foram iniciados. "Esperamos reduzir o número de registros de casos ocorridos no ambiente interno das escolas, e, quanto o ambiente externo, afastar possíveis elementos que levam os adolescentes a situação de risco", disse o delegado Paulo Alberto Araújo.

Tráfico de Drogas

Com relação o tráfico de drogas, a Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), já vem realizando ações pontuais em algumas unidades com problemas de uso e tráfico de entorpecentes. A delegada Cleibe Aparecida de Paula declarou que quando procurada, a Delegacia identifica pontos vulneráveis na escola e inicia um trabalho de prevenção e conscientização dos alunos, principalmente daqueles que apresentam comportamento fora do padrão ou com suspeita de uso de drogas. "A gente leva para delegacia, conversa e mostra as consequências do crime", salientou.

A repressão, segundo a delegada, deve ser feita no bairro porque resolvendo o problema na comunidade se resolve também a questão na escola. "Sabemos que essas pessoas também vendem drogas dentro da escola", finalizou.

 

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