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sábado, 7 de novembro de 2026
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Polícia

Cadeia de Sorriso também enfrenta problema de superlotação

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O Centro de Ressocialização de Sorriso tem hoje 210 reeducandos (50 condenados) e a capacidade é para 75. A constatação foi feita por uma comissão de vereadores que esteve na cadeia e aponta que, além da superlotação, há "vários problemas".  "As celas estão superlotadas, abrigando três vezes mais do que sua capacidade. Os detentos se amontoam num cubículo fétido, quente e praticamente sem iluminação", descreve o vereador Leocir Faccio (PDT).

A diretora Eliane Vieira informou para a comissão que a fiação de energia elétrica, danificada na última rebelião, há dois anos, é a principal preocupação. Por causa de problemas com a eletricidade, muitas celas não estão iluminadas adequadamente e algumas câmeras de segurança e computadores foram danificados. "Ficamos preocupados porque sabemos que se faltar energia elétrica nas celas, os detentos poderão se rebelar", aponta a diretora.

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Outra conseqüência do excesso de presos na unidade é que as sete fossas sépticas construídas no local não atendem mais a demanda e a cada 15 dias é feita limpeza. No pátio da cadeia não há espaço para a abertura de outras fossas.

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Uma das providências que será tomada, pelos vereadores e o secretário de Governo, Ari Lafin, é buscar, junto a empresa Águas de Sorriso, um canal para a rede de esgoto nas imediações da unidade prisional e, com o governo, recursos para troca da fiação elétrica. O próximo passo é tentar viabilizar um centro de detentção provisório para diminuir a lotação na cadeia.

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A assessoria da câmara informa que o Conselho de Segurança conseguiu, com uma empresa, doação de alguns colchões. "Ficamos sensibilizados com a situação dos detentos e estamos empenhados em buscar soluções. Muita gente, às vezes, por achar que todos os detentos são bandidos, prefere fechar os olhos. Mas isso não é verdade. O que ocorre é que há quem esteja preso por não pagar pensão alimentícia, por exemplo, convivendo com marginais de alta periculosidade", apontou o vereador Hilton Polesello (PTB).

Por outro lado, os vereadores conheceram os projetos sociais implantados no centro – fabricação de blocos de concreto, cadeiras de roda, oficina de artesanato e horta, feitos por 23 reeducandos.

 

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