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sábado, 7 de novembro de 2026
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Polícia

Mensagem interceptada pela PF aponta participação de índios com extração ilegal de ouro

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Ao menos 9 índios das etnias Munduruku e Kayabi estão envolvidos com o esquema ilegal de extração de ouro, desarticulado pela Polícia Federal. É o que apontam as investigações que contam, inclusive, com interceptações telefônicas. Documentos como o acordo entre um dos líderes indígenas e o proprietário de uma das balsas, encaminhado para a Fundação Nacional do Índio (Funai), também são indícios da participação deles no esquema.

Segundo o que já foi apurado pelas investigações, índios das aldeias Papagaio e Kuruzinho, na divisa dos estados de Mato Grosso e Pará, participam ativamente do esquema. O líder de uma das aldeias seria proprietário de uma das balsas de extração. Além de explorar e acobertar a entrada de garimpeiros na reserva, ele agenciava outros índios para trabalhar com os garimpeiros.

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Além dele, são suspeitos de participação direta no esquema outros dois líderes. Em uma das mensagens, enviadas ao dono de uma das balsas, um deles afirma que a exploração é permitida porque a Funai não presta a devida assistência. "O garimpo vai continuar".

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Interceptações telefônicas apontam que todos eles possuem contato direto, tanto com os donos das balsas que fazem a extração irregular no Rio Teles Pires, quanto com empresários e funcionários de três empresas que fazem a compra do ouro. Um dos líderes, inclusive, foi flagrado ao pedir o pagamento de "2 contos", que seriam, de acordo com a PF, R$ 2 mil, a título de pedágio. No telefonema, feito a uma pessoa identificada como Daniel, que seria o administrador de uma Compra de Ouro no município de Itaituba (PA), ele faz esta solicitação.

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O clima na região de Alta Floresta permanece tenso. Agentes aguardam o cumprimento de uma ameaça de que três mil índios invadiriam a cidade. O ataque seria uma retaliação ao confronto registrado na última quarta-feira (7), que terminou com a morte de um índio e outros seis feridos, além de três policiais. Embora acusem a PF de agir com truculência, interceptações mostram que o líder indígena já havia determinado aos índios que atacassem os agentes. O esquema, desmantelado um dia antes do ataque, resultou na prisão de 17 pessoas em três estados, dos sete que tinham atuação da quadrilha.

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