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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Juína: delegado diz que mulher foi executada e pede prisão de agente

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“Foi um ato com características de execução, típica de grupos de extermínio”. A afirmação é do delegado Valter Cardoso Ribeiro de Moura, ao descrever a morte de Regina Viana, 31 anos, assassinada no domingo (1º), com três tiros à queima roupa, em Juína ( 500 quilômetros de Cuiabá). Ele ouviu, ontem, o agente prisional Vanderlei Coelho, de 26 anos, principal suspeito, que se apresentou à delegacia, e foi liberado. A sua prisão preventiva foi requisitada à justiça.

O delegado disse, ao Só Notícias, que Vanderlei confirmou, em depoimento, ter tido um relacionamento de quatro anos com Regina. Porém, em outubro de 2011, se separaram. “Só que a vítima não aceitava”, afirmou. Desde então, declarou que ela o perseguia, cometendo agressões e fazendo xingamentos. No dia do crime, ela teria visto ele em uma casa no bairro Módulo 5 “e foi até lá, invadindo, o xingando e dando tapas, quebrando até um óculos. Neste momento, ele mencionou ter deixado o local e ido para o carro, com intenção de ir embora, porém, a vítima foi atrás. Ele entrou [no veículo] e viu a arma. A partir daí, disse que não lembra de mais nada”, relata o delegado.

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Conforme o delegado, foi apurado que a partir deste momento, ele teria dado o primeiro tiro, acertando um dos braços da vítima que correu, e chegou até uma casa, onde acontecia uma confraternização, buscando se proteger. Valderlei teria ido atrás. Com base no relato de testemunhas “ele chegou, pegou ela pelo cabelo, que acabou caindo no chão. Deu um tiro nas costas [o segundo] e depois outro na cabeça, próximo ao ouvido”, disse.

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O delegado mencionou “que não houve chance da vítima se defender, caracterizando homicídio qualificado. Também ao ver da polícia, foi um ato com características de execução, típica de grupos de extermínio”. Se denunciado pelo Ministério Público e ir a júri popular, ele pode pegar de 12 a 30 anos de prisão pelo crime, e de 2 a 4, por porte de arma, que não foi apreendida. Ele disse ter jogado em um lago.

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Como se apresentou voluntariamente, segundo o delegado, o agente foi liberado, porém, sua prisão preventiva foi requisitada à justiça que deve ser pronunciar nas próximas horas.

 

 

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