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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Estudante é presa tentando fraudar vestibular de Medicina em Cuiabá

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Uma estudante, 18 anos, foi presa acusada de tentar fraudar o vestibular de medicina de uma faculdade particular, em Várzea Grande. O certame foi realizado, ontem à tarde. Fiscais encontraram com um ela um ponto eletrônico, pelo qual recebia as respostas das questões.

Aos policiais da Central de Flagrantes, a estudante confessou que pagou R$ 30 mil para obter as respostas. O esquema foi montado em Betim (MG), onde ela reside e fez o cursinho preparatório. Segundo os policiais, a tentativa de fraude foi descoberta por volta das 17h, cerca de duas horas após o início das provas.

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Um fiscal desconfiou da jovem, que estaria "um pouco nervosa" e, ao se aproximar, percebeu que ela estava com o equipamento eletrônico, cujo uso no texto seletivo é proibido. "Então, a levei até o ambulatório, onde uma enfermeira de plantão retirou o ponto eletrônico do ouvido dela e também o restante do equipamento no corpo", explicou um dos fiscais.

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De lá, a estudante foi levada para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, onde foi autuada pelo crime de fraude em certame de interesse público.

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Ela disse aos policiais que veio com uma amiga de Betim e as duas vieram só para fazer o vestibular. Ela concorria a uma das 60 vagas para o próximo ano letivo. "Foi uma colega do cursinho que me indicou o esquema. Foi tudo feito por lá mesmo".

Ela disse ainda que recebeu o equipamento, horas antes, de uma pessoa com a qual se encontrou em um shopping de Cuiabá. A estudante explicou que ganharia um carro, caso passasse no vestibular. Durante a prova, no entanto, ela ficou nervosa, chamando a atenção dos fiscais.

A estudante garantiu que não tinha mais detalhes sobre quem estava por trás do esquema e se mais alguém estaria usando o ponto eletrônico no vestibular. Policiais plantonistas acreditam que mais pessoas estariam no esquema, mas só a estudante é que foi flagrada na tentativa de fraude. "Um esquema desse não é feito só para atender a uma pessoa. No mínimo, umas 10 ou 20. Um número significativo, pois é arriscado", explicou um policial.

O crime é afiançável e recente, tendo sido regulamentado em 2011. Antes, a pessoa era indiciada por estelionato. A estudante pagou fiança e vai responder pelo crime em liberdade.

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