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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Polícia

Polícia Civil de MT diz que buscas a pessoas desaparecidas são imediatas

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Muito diferente do que se imagina, a causa mais comum de desaparecimentos é afastamento do convívio familiar, quando a pessoa sai de casa propositalmente com a intenção de não ser encontrada pela família. Segundo a investigadora, Lauriane Cristina de Oliveira de Lara, chefe do Núcleo de Desaparecidos, são muito raros os sequestros ou desaparecimentos enigmáticos, como aqueles que a pessoa sai, por exemplo, para ir ao mercado e não volta mais, desaparece por motivos totalmente desconhecidos.

Ainda é notório o entendimento de que é preciso esperar um ou até dois dias para a comunicação do desaparecimento à polícia, mas a Polícia Civil esclarece que o ideal é fazer o registro de boletim de ocorrência tão logo que se perceba o desaparecimento. "Não existe nenhum tempo mínimo necessário para a comunicação do fato, leva-se em conta apenas a alteração na rotina da vítima", Lauriane.

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Conforme a investigadora, uma pessoa que rotineiramente chega em casa no mesmo horário, mas em um certo dia não chegou, a família não consegue contato com a vítima e nem saber onde ela se encontra, é o suficiente para procurar a Delegacia Especializada em Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) para registrar o boletim de ocorrência. O caso será encaminhado para investigação da equipe do Núcleo de Desaparecidos.

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"Imagine um viajante que normalmente passa dias fora de casa, não há que se informar que ele não ‘dormiu em casa" há um dia, pois é comum ele se ausentar por alguns períodos", pontua.

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Porém, se havia prazo para o retorno e a pessoa não voltou, isso sim é motivo para procurar a DHPP. "Não é preciso esperar nenhum prazo de desaparecimento determinado, o único critério é a mudança na rotina da pessoa, pois cada caso tem suas particularidades e por isso as vítimas são tratadas isoladamente, caso a caso", destacou Lauriane.

O setor também possibilita ampla divulgação de fotos da vítima procurada com veiculação em algumas mídias parceiras, junto ao conselho tutelar e ainda produz cartazes, para que os parentes da pessoa fixem em locais públicos.

A investigadora alerta para a não divulgação de telefone pessoal, pois a família pode se tornar alvo de pessoas mal intencionadas e trotes. "Aconselhamos que o material seja produzido pela Polícia Civil. Os telefones divulgados são os do núcleo de desaparecidos da Delegacia", orienta. "Pessoas mal intencionadas usam os números para trotes, agravando a angústia de quem vive a situação de procurar por uma pessoa amada que se encontra sem paradeiro conhecido", completa.

Segundo o delegado titular da DHPP, Silas Tadeu Caldeira, a pessoa localizada e a família ainda recebem orientações dos policiais a fim de que a situação não se repita ou que o indivíduo não se ausente outras vezes do convívio familiar. "Este trabalho devolve a estabilidade ao lar daqueles que tem um ente querido desaparecido quando ele é localizado e volta para sua casa", avalia o delegado.

Em caso de desaparecimento de pessoas, o procedimento a se adotar é comunicar a Polícia Civil através do registro de Boletim de Ocorrência. Se o caso ocorrer no interior, a própria delegacia local se encarregará das investigações, mas sendo em Cuiabá ou Várzea Grande, a ocorrência será encaminhada para o núcleo de desaparecidos da DHPP. Os policiais farão uma entrevista com a família para traçar o perfil da vítima e iniciar as buscas.

Três policiais, duas investigadora e uma escrivã, atuam no Núcleo de Pessoas Desaparecidas, instalado no prédio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), na avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), em Cuiabá. Para contato o telefone é (65) 3901-4823.

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