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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Polícia

Cuiabá: preso por pornografia infantil é ex-servidor da área social

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O homem, 28 anos, preso ontem, em Cuiabá, por armazenar em computadores pessoais cerca de 1,5 mil vídeos de conteúdo pornográfico (500 teriam sido produzidos por ele mesmo) em que aparecem crianças e adolescentes, era até o ano passado, funcionário público do Estado. Ele ocupava o cargo comissionado de direção-geral e assessoramento, nível DGA-8, de gerente de Promoção à Cidadania, da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Sestas) comandada pela primeira dama do Estado, Roseli Barbosa. Ocupou o cargo por cinco anos, sendo exonerado em março.

Preso sob acusação de pedofilia, o homem teve a fiança arbitrada pelo delegado Eduardo Botelho R$ 50 mil e como não efetuou o pagamento até o final da tarde de sexta-feira foi levado para o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC). O delegado da Delegacia Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), Eduardo Botelho, apontou que cada um dos 500 vídeos produzidos pelo acusado contendo pornografia infantil pode gerar uma pena de até 4 anos de prisão.

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A investigação apontou que o ex-servidor público instalou várias câmeras escondidas nos quartos da residência e no banheiro. O objetivo, segundo o delegado, era registrar momentos íntimos da enteada e outros menores de idade que frequentassem a casa. Na maioria dos vídeos há um foco nas partes íntimas dos menores. Um deles é de uma criança de 5 anos de idade tomando banho. Em outros 10, o suspeito aparece nos vídeos, arrumando ou mudando as câmeras de posição.

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A prisão do suspeito foi resultado de uma investigação que teve início após após a recuperação de um HD externo pela Delegacia de Roubos e Furtos (Derf), em dezembro de 2012. Na época, ele registrou um Boletim de Ocorrência relatando o arrombamento de seu carro e o furto do HD que estava no interior. O material foi recuperado por policiais e passou por uma perícia, que ao constatar a presença do conteúdo pornográfico envolvendo menores, repassou o caso para a Deddica que iniciou as investigações culminando na prisão do acusado em sua casa, um condomínio no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.

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“Em nenhum momento ele demonstrou qualquer tipo de vergonha ou arrependimento. Ele frisou que não é pedófilo, uma vez que não teria mantido relações sexuais com os menores, porém, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, armazenar e produzir material pornográfico com menores já são configurados atos criminais”, disse o delegado que investiga o caso que ficou estarrecido com a frieza do acusado durante a prisão. Isso porque ele, no depoimento. confirmou o hábito de assistir vídeos pornográficos desde os 14 anos de idade e afirmou que nunca abusou de nenhum dos menores filmados. Segundo ele, os registros serviam apenas para alimentar o seu prazer.

 

 

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