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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Recuperadas sacas de sementes vencidas furtadas em MT

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Aproximadamente 750 sacas de sementes de pastagens furtadas de um galpão, em Confresa (1,1 quilômetros de Cuiabá), foram recuperadas pela Polícia Civil, na última quarta-feira, próximo a Vila Rica (1,2 mil quilômetros da capital). As sementes com validade vencida foram apreendidas em uma ação da Polícia Civil e Incuto de Defesa Agropecuária (Indea) e estavam acondicionadas em um galpão na entrada da cidade.

No dia 7 deste mês, dois empresários do ramo agropecuário foram presos em uma ação da delegacia de Confresa, por furto e comércio de 15 toneladas de sementes de pastagens vencidas. Os acusados foram autuados em flagrante pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, furto qualificado e sonegação fiscal.

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Os empresários adquiriam sementes de pastagens com a validade vencida e transferiam o produto para sacas novas, forjando uma nova etiqueta para iludir os consumidores quanto à validade do produto.

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As investigações começaram na última segunda-feira (5), com uma denúncia anônima que chegou aos fiscais do Indea, sobre um possível local usado para depósito de sacas de sementes adulteradas.

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Em vistoria no depósito, na entrada da cidade, os fiscais do Indea constaram a irregularidade e apreenderam 750 sacas guardadas no galpão, que foi lacrado. Entretanto, na madrugada de terça-feira (6), os suspeitos arrombaram a porta do depósito e furtaram todas as sementes. 

Após inúmeras diligências e troca de informações entre as delegacias de Confresa e Vila Rica, policiais conseguiram localizar as sacas com as sementes, na tarde de quarta-feira (21), em uma propriedade a 10 quilômetros de Vila Rica. Segundo o delegado de Vila Rica, Gutemberg de Lucena, os suspeitos iludiram um fazendeiro do município para guardar as sementes, alegando que a carga era legal e que buscariam a documentação.

Conforme o delegado André Rigonato, a equipe de investigadores de Confresa, em levantamento de informações do furto, constatou a existência de um grupo criminoso, na qual as sementes eram trazidas do estado de Goiás sem nota fiscal e vendidas livremente na cidade e região. As  sementes também eram comercializadas no estado do Pará.

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