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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Governo estabelece novo modelo de segurança em Mato Grosso

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O governador Pedro Taques assinou, hoje, dois decretos que estabelecem o novo modelo de Segurança Pública em Mato Grosso. Em um deles, estabelece a atuação integrada. No outro, o governador institui as Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp), criando 15 destas regiões em Mato Grosso.

A assinatura dos decretos ocorreu durante um encontro do Conselho de Coronéis da Polícia Militar e os Delegados do Conselho Superior da Polícia Civil. “É a primeira reunião como essa que ocorre em Mato Grosso”, comemorou o governador Pedro Taques. Segundo ele, os Comandos Regionais serão unificados para o aprimoramento desse trabalho em conjunto. “Vamos usar a mesma dimensão geográfica, a mesma dimensão territorial para isso”.

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As regiões de atuação são Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres, Tangará da Serra, Juína, Alta Floresta, Vila Rica, Primavera do Leste, Pontes e Lacerda, Água Boa, Nova Mutum e Guarantã do Norte. Cada região fica responsável por, pelo menos, seis municípios circunvizinhos.

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Conforme o governador, este segundo semestre será de buscar experiência dessa atuação em conjunto. Taques afirma que a próxima evolução do programa será a busca de integração com o Ministério Público e o Poder Judiciário respeitando a independência de cada ente.

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O secretário Mauro Zaque destacou que a regionalização possibilitará, de forma precisa, o acompanhamento de cada microrregião do Estado. “Cada região tem suas particularidades e esses problemas precisam ser enfrentados de forma diferenciada, daí a necessidade de regionalizar. A integração é fundamental porque a sinergia criada quando se integra é muito grande, ninguém faz nada sozinho”.

O segundo decreto assinado pelo governador unifica os bancos de dados da Polícia Civil e da Polícia Militar. “Os carros da Polícia Civil e da Polícia Militar estarão equipados com tablets. Os boletins de ocorrência serão encaminhados para andamento pelos investigadores da PJC. As outras duas modalidades de ir a uma delegacia ou fazer via internet continuam valendo”.

O secretário executivo de Segurança Pública, Fábio Galindo, destacou que o Estado está investindo fortemente em tecnologia. “Os atendimentos acontecerão, preferencialmente, ‘in loco’. O cidadão que é vítima já passa por uma experiência terrível e Estado não pode ser um vilão, tem que ser parceiro. O registro pode ser feito pela Delegacia Virtual ou ainda a terceira opção, que é a ida até uma delegacia”.

Galindo explicou que ao registrar a ocorrência, o cidadão receberá no celular o aviso que a queixa foi encaminhada e uma nova mensagem também será encaminhada de acordo com o andamento. Neste primeiro momento, 200 tablets serão usados. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) prepara a compra de mais 300.

Nos equipamentos, o policial vai conseguir fazer consulta de registros civis, registros criminais, verificar a situação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), checar mandados de prisão em aberto e a situação de veículos.

Mauro Zaque ressaltou que a medida também visa a busca por resultados concretos à população. Para ele, é necessário que o Estado proporcione ao cidadão a sensação de confiança.

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