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domingo, 8 de novembro de 2026
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Polícia

Polícia descobre esquema de venda de peças de caminhões roubados em MT

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Um esquema criminoso de venda de peças de caminhões roubados e furtados foi descoberto pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva) durante a operação Brasil Central Seguro, ontem, em Cuiabá e Várzea Grande. Três estabelecimentos foram fiscalizados e nos locais apreendidos mais de 200 câmbios, 50 cabines de caminhões, além de agregados, todos sem as numerações identificadoras, que foram suprimidas para dificultar a localização da origem.

As peças pertencem a veículos de grande porte subtraídos em outros estados, principalmente na região Sudeste do país, que depois de desmanchados e adulterados eram trazidos para Mato Grosso e comercializados nas três empresas, supostamente constituídas para este fim.

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De acordo com o delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, duas empresas, uma em Cuiabá e outra em Várzea Grande, pertencem ao mesmo grupo. A terceira está sediada no Distrito Industrial, em Cuiabá. Todas tiveram o pedido de suspensão das atividades à Justiça.

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Cinco pessoas que atuam como representantes das empresas foram presas e irão responder por crimes de associação criminosa, receptação qualificação e adulteração sinal de identificador de veículo automotor. Três pessoas presas em Cuiabá serão encaminhados, hoje, para audiência de custódia. Outras duas autuadas nas empresas em Várzea Grande serão levadas para a cadeia do Capão Grande.

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“Temos em Mato Grosso uma demanda grande de caminhões. Estão montando lojas de vendas de peças abaixo do mercado desses veículos roubados ou furtados. Isso chamou a atenção da Polícia e dos concorrentes. É um esquema criminoso”, disse o delegado Vitor Hugo.

O delegado Marcelo Martins Torhacs informou que há indícios de que a organização também esquentava os produtos com notas frias, já que foram apreendidas algumas notas e elas não têm relação com os agregados.

Todas as peças apreendidas serão periciadas pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que já constatou que muitas das numerações estão suprimidas, inclusive, números que são colocados em segredos nos vidros.

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