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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Advogado é preso em operação contra trabalho escravo em Mato Grosso

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A Polícia Civil cumpriu sete mandados de prisão, buscas e condução coercitiva decretados pela Justiça Federal, hoje, nas investigações iniciadas com denúncia de cárcere privado e trabalho análogo à escravidão, ocorrido em uma fazenda de propriedade de um advogado do município de Colniza.

O advogado de 42 anos teve a prisão preventiva cumprida ao comparecer na delegacia. Sem saber da ordem judicial, ele foi na unidade para questionar ao delegado Edison Ricardo Pick quando seria ouvido na investigação em trâmite.

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O delegado, que ainda estava montando as equipes para a operação, de imediato,  solicitou um representante da Ordem dos Advogados (OAB) e comunicou ao advogado da prisão decretada contra ele, data de 18 de julho e assinada pelo juiz federal Antônio Lúcio Túlio de Oliveira Barbosa, da Subseção Judiciária de Juína do Tribunal Regional Federal.

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A Justiça Federal também expediu a prisão temporária (cinco dias) contra um homem de 72 anos, ex-sogro do advogado, e condução coercitiva para a atual mulher do advogado.

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Tanto ao advogado quanto seu ex-sogro são investigados por indícios de crimes de sequestro e cárcere privado, redução a condição análoga de escravo, maus tratos e constranger alguém com intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se da condição de superior hierárquico. 

Quatro buscas e apreensão estão ainda sendo cumpridas por equipes policiais civis de Colniza, apoiadas por policias do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) da Regional de Juína.

A investigação que resultou nas prisões iniciou com a averiguação de denúncia encaminhada pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. Em diligências,  no dia 6 de julho, na fazenda, a Polícia Civil resgatou um homem de 57 anos, que é deficiente físico e visual e vivia condições desumanas. Muito debilitado, a vítima foi encaminhada para atendimentos médicos e encontra-se, atualmente, na casa de um familiar.

O trabalhador morava em um quarto com muitos ratos e próximo ao chiqueiro. O local ainda funciona como depósito para armazenamento de produtos agropecuários, rações e ferramentas.

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