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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Polícia

Seis das nove pessoas mortas em chacina em Mato Grosso são identificadas

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Seis vítimas que foram torturadas e executadas com requintes de crueldade em um conflito agrário na área denominada Taquaruçu do Norte, no município de Colniza (1.065 quilômetros de Cuiabá), já foram identificadas pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Os que tiveram a identificação confirmada são Francisco Chaves da Silva, Sebastião Ferreira de Souza, Edson Alves Antunes, Ezequias Santos de Oliveira, Samuel Antônio da Cunha e Aldo Aparecido Carlini.

O laudo preliminar aponta que foram amarradas e executadas com armas calibre 12 e golpes de facão. Samuel e Francisco são de Rondônia e foram identificados pela equipe de médico legista, papiloscopista e técnico de necropsia da Politec, ontem pela manhã. As duas identificações foram possíveis devido ao envio de prontuários civis do Instituto de Identificação de Rondônia.

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Três corpos tinham apenas identificação parcial, com nomes de Fábio, Isau e Valmir. Os corpos submetidos a perícia já estavam em decomposição, já que as mortes teriam ocorrido na última quinta-feira (20).

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Mas a dificuldade de acesso ao local, que fica distante mais de 250 quilômetros da sede do município, dificultou a remoção dos corpos. Foi feita por terra ao longo de 18 quilômetros e só chegaram até a cidade, ontem pela manhã. Foram trazidos em caminhão depois de carregados por uma região de mata inacessível a veículos.

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Equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá está na região para analisar a cena dos crimes. Eles fazem parte da força-tarefa montada para o resgate dos corpos encaminhada ao local. Ao todo 32 profissionais participaram dos trabalhos. São 19 policiais militares, quatro policiais civis, três bombeiros militares, quatro peritos e dois pilotos do Cioaper.

Segundo o sociólogo Inácio Werner, que integra o Fórum de Direitos Humanos e da Terra de Mato Grosso, trata-se de mais uma tragédia anunciada, na disputa de terras da União. Um conflito que se estende a anos e que já resultou em outras mortes. “Nada foi feito e sabemos que pode a qualquer momento se repetir em outras regiões”.

Werner entende que as vítimas foram mortas de forma cruel. Representantes da entidade já se deslocaram até a região para acompanhar a investigações e dar apoio as famílias das vítimas. 

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