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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Dólar cai ao valor de 52 meses atrás: R$ 2,25

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O dólar acentuou a queda nesta segunda-feira por conta da ausência de uma atuação do Banco Central e encerrou no menor patamar desde o início de maio de 2001, 52 meses atrás, a R$ 2,251.

O cenário econômico positivo e alguns ingressos de recursos contribuíram para que a moeda norte-americana recuasse 0,66% e fechasse na menor cotação do dia.

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“À medida que o BC não surge, o pessoal não segura os dólares na mão”, resumiu o gerente de câmbio de um banco estrangeiro, que pediu para não ser identificado, acrescentando que o mercado deve começar a testar o nível de R$ 2,20.

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Desde que o dólar retomou o nível abaixo de R$ 2,30 na semana passada, aumentaram as expectativas entre os investidores de que o Banco Central poderia voltar a realizar os leilões de compra de dólares.

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Com isso, os investidores seguram um pouco a venda de dólares no começo da manhã, mas ingressam os recursos no mercado ao longo do dia, diante da constatação da ausência do BC.

O fluxo positivo vem principalmente das recentes captações privadas realizadas, disseram analistas.

“Não adianta, enquanto não tiver atuação do BC, o mercado vai continuar vendedor de dólar”, disse o operador de câmbio de uma corretora nacional.

O gerente de câmbio do banco estrangeiro lembrou ainda que, mesmo que alguns exportadores reclamem da cotação baixa, a balança comercial segue registrando superávits. “Todos os indicadores são positivos”, disse.

Dados desta manhã mostraram que a balança comercial acumulou saldo positivo de US$ 858 milhões na quarta semana de setembro.

De acordo com o diretor de câmbio da corretora Novação, Mário Battistel, o mercado pela manhã tentou acompanhar um pouco o cenário internacional, com o dólar atingindo o maior nível em 2 meses frente ao euro depois que o furacão Rita causou menos danos que o esperado.

“Mas agora à tarde despencou de vez… está mantendo a tendência de queda”, afirmou ele.

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