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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Economia

Volume de cheques sem fundos cai em abril, mas continua em nível elevado

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O nível de cheques sem fundos caiu 18 pontos base em abril, chegando a 1,9% do total de documentos compensados, segundo dados divulgados pela Serasa nesta segunda-feira (30). No terceiro mês do ano, o indicador havia alcançado 2,08%.

Apesar da retração mensal, a taxa verificada em abril é a mais elevada para o mês desde 1991, quando a pesquisa começou a ser realizada. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento de cheques sem fundos chega a 31 pontos base, já que naquela época a taxa estava em 1,59%.

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Em termos absolutos, as devoluções por falta de fundos em abril somaram um total de 2,9 milhões de cheques. No quarto mês de 2004, o volume de devoluções tinha ficado abaixo desta marca, em 2,7 milhões de unidades.

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Dados acumulados
O estudo da Serasa aponta ainda que a inadimplência acumulada entre janeiro e abril chega a 1,78% de um total de 647,8 milhões de cheques compensados, o que equivale a 11,5 milhões de folhas sem saldo em conta. Esta proporção é 16 pontos base maior que a verificada na mesma época de 2004.

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Já na análise dos últimos 12 meses, o indicador revela 1,63% de cheques sem fundos, parcela superior até mesmo à observada em março, quando não havia ultrapassado o nível de 1,60%.

Principais causas
Os técnicos da Serasa afirmam que o número de cheques sem fundos foi menor em abril, na comparação com março, devido a fatores sazonais, como o fim das dívidas contraídas no Natal e das parcelas de impostos quitados no primeiro trimestre do ano.

No entanto, a elevação do indicador de inadimplência por cheque sem fundo na base comparativa anual sugere que sua tendência é de trajetória ascendente. Este comportamento, segundo a Serasa, decorre das altas do nível de desemprego e das taxas de juros cobrados do consumidor, assim como do reajuste de preços de bens de consumo e serviços essenciais.

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