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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Dólar segue valorização mundial e sobe 0,84%, a R$2,17

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O dólar comercial subiu pela segunda sessão consecutiva nesta segunda-feira, e atingiu R$ 2,17, seguindo a tendência de valorização da moeda no mercado internacional.

O leilão de compra de dólares do Banco Central e o declínio da Bolsa de Valores de São Paulo também contribuíram para que a moeda norte-americana subisse 0,84% no dia.

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“O dólar lá fora está se valorizando frente a outras moedas desde cedo, e só vem aumentando a variação”, comentou Mário Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação.

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“Além disso, tem as compras do BC. Hoje ele levou poucas propostas, mas tomou num nível alto, perto das máximas do dia”, completou.

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O dólar subia frente ao iene em reação ao comentário do chefe de política do partido governista do Japão, de que é contrário a uma elevação do juro no país —o que levantou dúvidas sobre o ritmo de crescimento japonês.

A moeda norte-americana também ganhava terreno sobre outras divisas com investidores embolsando ganhos, depois de temores sobre diversificação de reservas dos bancos centrais terem derrubado o dólar na sexta-feira.

Aqui, o BC segue firme na compra diária de moeda e nesta sessão aceitou quatro propostas, com corte a R$ 2,163. As reservas internacionais somavam US$ 79,8 bilhões na sexta-feira.

Segundo Battistel, alguns ajustes de posição de contratos futuros e uma presença menor de vendedores no mercado à vista também ajudaram o dólar a acentuar a alta.

“A expectativa para o fim do ano é sempre puxar um pouco mais, tem gente que corre para comprar”, disse Battistel.

O responsável por câmbio do banco Banif/Primus, Rodrigo Trotta, citou ainda uma certa preocupação dos investidores com os diversos indicadores a serem divulgados nos próximos dias.

Entre os dados a serem publicados nos Estados Unidos, há índice de preços, produção industrial e ata do Federal Reserve.

“E tem a bolsa despencando, então é normal ter uma pressãozinha no câmbio”, acrescentou.

A Bolsa de Valores de São Paulo recuava quase um por cento no fim da tarde, de olho no declínio dos preços de commodities.

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