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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Dólar fecha semana em leve queda: R$ 2,23

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O dólar fechou em leve queda de 0,18 por cento nesta sexta-feira, a 2,231 reais, encerrando uma semana de baixa variação na cotação por conta da cautela antes da reunião do Federal Reserve.

O dólar acumulou na semana declínio de apenas 0,62 por cento, com a fraca agenda econômica dos Estados Unidos desta semana oferecendo uma trégua aos mercados. Nas semanas anteriores, o dólar registrou variações mais expressivas, subindo ou caindo mais de 1 por cento ao dia.

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Nesta sessão, a divisa norte-americana chegou a subir na primeira etapa dos negócios de olho no front internacional. Mas o tom mais otimista dos mercados externos à tarde –com as bolsas de valores norte-americanas subindo e o risco Brasil estável– contribuiu para a melhora interna.

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“A abertura foi mais nervosa por causa da Turquia, o mercado americano amanheceu neutro e aí quando subiu, aqui não aguentou e (o dólar) caiu”, resumiu Alexandre Vasarhelyi, responsável por câmbio do banco ING.

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A lira turca caiu ao menor nível desde março de 2003 em relação ao dólar nesta sexta-feira, com o banco central turco intervindo no mercado para dar suporte à moeda do país. A oscilação turca acabou abatendo os mercados emergentes em geral. O dólar atingiu o maior nível em dois meses frente ao euro e ao iene nesta sessão.

TODAS AS ATENÇÕES NO FED

Mesmo com a semana aparentemente mais calma, os mercados continuam bastante preocupados com o rumo da política monetária nos Estados Unidos, diante da reunião do Fed nos dias 28 e 29 de junho. A cautela fez com que os investidores colocassem o pé no freio e evitassem grandes apostas, disseram analistas.

Segundo o gerente de câmbio de um banco estrangeiro, que não quis ser identificado, “praticamente é dado o aumento de 0,25 ponto percentual no juro, apesar de algumas correntes falarem em 0,50 ponto percentual”.

O gerente acrescentou que o grande foco da próxima semana será o comunicado que o Fed divulga junto com a decisão do juro.

Na opinião da diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, o comunicado pode prolongar o período de volatilidade e incerteza dos mercados até a reunião seguinte do BC norte-americano, marcada para 8 de agosto.

“A gente dizia há um mês que até o dia 29 a volatilidade deveria permanecer, e agora a gente está adiando isso porque a grande questão que provoca tanta incerteza é o que o Fed vai fazer depois”, explicou ela.

De acordo com a diretora, essa cautela tem deixado o mercado mais “travado” e com volume menor de negócios.

“A preocupação com o crescimento econômico mundial… também se agravou. O dólar aqui só não está sofrendo mais pressão de alta porque a gente conta com saldo positivo da balança comercial”, afirmou, acrescentando que os títulos da dívida externa brasileira são os que menos sofrem entre os ativos de países emergentes.

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