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sábado, 7 de novembro de 2026
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Economia

Medidas para substituir CPMF saem a partir de janeiro, diz governo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou hoje (20) que não anunciará neste final de ano medidas para compensar a perda de receita com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Lula acrescentou que não quer ouvir dos ministros a palavra pacote quando eles se referirem às medidas.

Ele disse que não ficou nervoso com o fim do imposto, porque faz parte da democracia o governo ganhar e perder. “Não tenho nenhuma razão para perder meio minuto de sono com isso [fim da CPMF]”, afirmou, em café da manhã de final de ano com jornalistas, no Palácio do Planalto.

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O presidente ressaltou que “ojeriza” a palavra pacote, porque o país já foi vítima, segundo ele, de muitos pacotes econômicos mal sucedidos. “Prefiro comprar de unidade por unidade.”

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Segundo Lula, a equipe econômica tratará dos cortes no orçamento apenas em fevereiro, quando o Congresso Nacional votará o Orçamento da União de 2008. Ele reafirmou que tomará as medidas com tranqüilidade. “Nenhuma medida é certa quando é tomada por vingança, por resposta”, avaliou. “O governo não tomará nenhuma medida que signifique um passo atrás”, completou.

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Questionado se poderá haver aumento de imposto, Lula desconversou e destacou que a imprensa aproveita esse tipo de pergunta para dizer que ele admitiu alguma possibilidade.

O presidente disse que, apesar de saber que a base aliada não tinha garantido os 49 votos suficientes para aprovar a prorrogação da CPMF, mandou votar a proposta mesmo assim, porque o país não poderia ficar “remoendo” esse assunto.

Questionado se o governo não apresentou muito tarde à oposição a proposta de repassar toda a arrecadação da CPMF para a saúde, Lula respondeu que quando há interesse se faz acordo até nos últimos minutos.

Para o presidente, há “pobreza de espírito” em quem votou contra a CPMF pensando que a prorrogação do imposto irá ajudá-lo a emplacar seu sucessor. Ele voltou a afirmar que os pobres são os mais prejudicados com a extinção do imposto.

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