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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

Consumidor poderá ver preços caírem com fim da CPMF, avalia presidente da CNI

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O fim da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) poderá diminuir os preços aos consumidores em setores como confecções e bens de consumo popular, além de alguns segmentos da área de alimentos.

A avaliação é do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto. Segundo ele, os índices de redução vão depender da característica de cada cadeia produtiva.

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“Em setores onde as vendas estão mais aquecidas por circunstâncias relacionadas ao momento da economia, é possível que a possibilidade de reduzir preços seja mais difícil. Mas há outros setores onde há uma concorrência maior em que eu acho que deve haver uma redução de preços”.

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Na avaliação dele, o fim do imposto vai gerar um “efeito saudável” para a população. Ele alerta que os consumidores devem ficar atentos para que o fim da CPMF seja repassado ao produto final.

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“É importante que as empresas tenham a sensibilidade para devolver ao consumidor uma parte desses benefícios, já que estavam no custo das empresas. Agora que elas passam a não pagar a CPMF, é evidente que isso deverá ter um reflexo no custo dos produtos”.

Para Monteiro, a rejeição da continuidade da CPMF pelo Senado Federal será positiva para o país, mesmo que possa causar algum impacto imediato na economia.

“Para se ajustar, o governo terá que promover algum corte de gasto no curto prazo. Depois disso, aposto que o Brasil vai continuar crescendo. E aí, de forma saudável, essa receita que o governo perdeu será compensada pelo aumento da arrecadação proveniente de um maior crescimento econômico”.

Monteiro acrescentou que o fim do imposto pode dificultar a ampliação da desoneração de máquinas e equipamentos, prevista para a segunda fase da política industrial do governo.

Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o programa teria que passar por uma revisão para se ajustar à nova realidade, sem CPMF.

“Mas sou otimista, acho que o governo terá que, de qualquer forma, desonerar os investimentos, porque isso é algo que interessa ao país. O Brasil não pode tributar aqueles que investem, não é isso que o mundo inteiro faz”.

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