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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Preço do gás boliviano para Cuiabá será quadruplicado

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Evo Morales não conseguiu arrancar do governo brasileiro o seu principal objetivo, um aumento do preço do gás vendido à Petrobras. Mas a pressão dos últimos dias rendeu o compromisso de reajustar em 300% o valor do gás exportado a Cuiabá por um ramal independente da estatal brasileira. O aumento deverá ser absorvido pelos cofres públicos.

A Folha apurou que o acordo deve ser anunciado hoje, durante a visita do presidente boliviano a Brasília. Prevê que a Pantanal Energia, que opera em Cuiabá a termelétrica Governador Mário Covas, passe a pagar pelo gás boliviano o mesmo valor comercializado à Petrobras. Ou seja, de US$ 1 por milhão de BTU –valor bastante abaixo do mercado– para cerca de US$ 4,3.

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O volume destinado a Cuiabá é bem menor, cerca de 2,8 milhões de metros cúbicos diários, quase todo destinado à termelétrica. Já o gasoduto Brasil-Bolívia transporta em média 26 milhões de metros cúbicos/dia.

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Mas o reajuste do preço não deve ser imediato. A energia produzida pela usina termelétrica é revendida a Furnas, uma empresa pública. Por isso, segundo fontes diplomáticas, o aumento dependerá de uma revisão subordinada à aprovação do Congresso.

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Em entrevista à agência Reuters na semana passada, o diretor-presidente da Pantanal Energia, Carlos Baldi, disse que qualquer aumento ‘teria que ter repasse para Furnas ou ao governo brasileiro’. A reportagem da Folha procurou Baldi ontem, mas ele não foi localizado.

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