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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Seminário: setor madeireiro cobra mais programas e incentivos

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O presidente do Sindusmad, Jaldes Langer, proferiu a palestra ‘perspectivas e oportunidades para o setor de base florestal’, durante o seminário ‘Nortão: Dificuldades, Desafios e Soluções’, que está sendo realizado desde às 14h, no Sesi Clube de Sinop. Langer foi o segundo palestrante do evento, que conta com outras palestras sobre temas que afetam diretamente toda a região Norte.

A palestra enfatizou os principais fatores agravantes que atualmente prejudicam o setor madeireiro, entre eles a elevada carga tributária, a falta de matéria-prima e o elevado custo que ela representa para as empresas, segundo uma pesquisa realizada pelo IEL-MT (Instituto Euvaldo Lodi), juntamente com a Fiemt (Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso), no início deste ano. Além desses entraves, foram citados a centralização dos órgãos de gestão florestal na capital e, principalmente, a morosidade para a análise dos planos de manejo. “Um problema acarreta o outro, se há demora na aprovação dos planos de manejo, falta matéria-prima, que causa o encarecimento da mesma”, explica.

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Outro ponto analisado por Langer foi a questão burocrática que envolve o setor. “Devido ao excesso de burocracia existente hoje, apenas as grandes empresas estão conseguindo sobreviver no setor, sendo que as micro e pequenas estão sendo excluídas do mercado”, afirma. A conseqüência de tudo isso, segundo Langer, é o grande problema social que a crise do setor madeireiro gerou nos municípios que dependem diretamente deste segmento econômico. “A recuperação está sendo lenta, por isso temos que sugerir propostas práticas para solucionar estes entraves”.

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Propostas de soluções – Uma das propostas levantadas pelo palestrante foi a ampliação dos atuais programas de estímulo ao desenvolvimento industrial, como o Prodeic – Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso – e os Arranjos Produtivos Locais da Madeira e Móveis (APL). “O setor necessita de incentivos para o aprimoramento de suas atividades, portanto estes tipos de programas são necessários”, enfatiza. Segundo a apresentação, a utilização de resíduos industriais e florestais é uma grande oportunidade de geração de emprego e renda. “Temos que criar alternativas viáveis para dirimir o problema social causado pela crise do setor madeireiro”.

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A conservação de florestas foi discutida durante o seminário, pois, segundo o presidente do SINDUSMAD, Jaldes Langer, o ‘apagão florestal’ é um problema real. “Precisamos desenvolver tecnologias de modelo de produção integrada e sustentável de manejo e reflorestamento. É importante também investir em programas de desenvolvimento de novos produtos, agregando valores e diversificação”, avalia.

Benefícios da madeira – Outro ponto apresentado aos participantes do seminário foi uma pesquisa comparativa sobre a utilização da madeira em relação do aço e do concreto. Os dois últimos materiais, segundo a pesquisa mostrada na palestra, gastam respectivamente 26% e 57% mais energia do que a madeira, além de emitirem 34% e 81% mais gases de efeito estufa do que a madeira. “Este estudo realizado por empresas e o governo do Canadá foi importante porque o número de consumidores da América do Norte que passaram a acreditar que a madeira é um material de construção melhor do que o concreto ou o aço cresceu de 22% para 70% durante os últimos anos”, explica.

Segundo Langer, o seminário foi uma oportunidade ímpar para que o setor madeireiro se manifestasse sobre seus entraves e limitações. “Esperamos que ações concretas e diretas sejam tomadas pelo governo, para que as indústrias voltem a ter o pleno desenvolvimento que tinham anteriormente”, finaliza.

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