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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

Antaq defende hidrovia Nortão-Pará para escoar produção

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A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apresentou hoje ao Governo do Mato Grosso, hoje, seu planejamento de alternativas do escoamento de produção do Estado, especialmente via hidrovias. A Teles Pires-Tapajós, partindo de Alta Floresta até os postos no Pará está inserida no plano da agência, que ainda não previu quando o projeto será colocado em prática para fortalecer o escoamento da safra agrícola das regiões Norte e Nordeste de Mato Grosso, além de baratear os custos, se comprado com transporte por rodovias.

A Antaq aponta que a hidrovia do Rio Madeiras, já em funcionamento, que precisa ser melhorada, aprimorada e aproximada mais do Estado, a hidrovia Tocantins/Araguaia, em fase de implantação, seria a alternativa para o escoamento de toda a carga da Região Nordeste também são consideradas as principais alternativas de Mato Grosso.
A partir de agora, a Antaq e o Governo do Estado começam a traçar estratégias, aliados aos Ministérios dos Transportes, do Meio Ambiente e da Agricultura, com a intenção de negociar com o Ministério das Minas e Energia e a Agência Nacional de Água (ANA) para fortalecimento da produção agrícola e expansão dessa produção.

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Com objetivo de fazer uma ação concreta, junto ao Governo Federal, para incorporar ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) todos os projetos de estudos de implementação dessas hidrovias. O Estado ainda não faz uso das hidrovias por falta de infra-estrutura, cujo desafio é buscar isso, ter infra-estrutura adequada.

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O diretor da Antaq, Fernando Fialho, lembrou que o Brasil ainda transporta apenas 13% de toda sua produção pelas hidrovias. Mato Grosso escoa 5 milhões de toneladas de grãos pela hidrovia Rio Madeiras. “O que é pouco frente a sua produção, que se consolidará cada vez mais a partir da medida que tenhamos alternativas dessa escoação, que garanta que ela seja competitiva no mercado internacional”, completou o diretor, destacando a importância de se fortalecer a compreensão da necessidade de que o país utilize de formas estratégicas as hidrovias.

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Segundo ele, Mato Grosso, segundo maior produtor do país, tem condições de ser o primeiro com um potencial de produzir 90 milhões de toneladas, que só se concretizará se tiver como escoar a produção. Para isso, Fialho citou como fundamental ainda a integração dos moldais. “Não vai ter acesso às hidrovias senão tiver boas rodovias e aí utilizar a maneira mais lógica, que o mundo todo faz, cada tipo de transporte o trecho onde ele é mais econômico”, salientou.

O próximo passo será uma reunião entre Antaq, Governo de Mato Grosso e esse ministros em Brasília, prevista para breve. Acompanharam também a audiência o superintendente de navegação interior, José Alex Botelho de Oliva, e o gerente de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Interior, Alberto Tokarski.

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