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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Economia

Nortão: dólar baixo pode ‘fortalecer’ área tecnológica de madeireiras

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As frequentes oscilações da moeda norte-americana ao longo dos últimos meses continuam influenciando a cadeia produtiva do setor madeireiro e aquecendo os negócios no mercado nacional, como comprovam números da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, atualizados até o último dia 31, quando dos R$4,069 bilhões movimentados no comércio de madeira (desde 2006), R$2,2 bilhões permaneceram no país, por meio das vendas a outros Estados. Ao exterior, R$1,1 bilhão em negócios.

Mesmo com o cenário favorável internamente, especialistas argumentam que empresários podem aproveitar estas baixas do dólar para incrementarem seus negócios sob outra ótica – investindo na aquisição de equipamentos, para agregar novas tecnologias para indústrias. Para o coordenador do Centro de Excelência em Comércio Exterior em Mato Grosso (Cecomex), Vitor Galesso, o setor não deve fechar os olhos ao mercado internacional porque ainda tem importância significativa na balança comercial.

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Galesso lembra que há empresários ativos neste mercado, mesmo convivendo com situações atípicas. “O setor madeireiro conta com mercado interno bastante forte, porque o dólar está baixo. Mas não seja por isso que comércio internacional deixará de ser importante. Primeiro porque alguns madeireiros já atingiram competitividade suficiente para sobreviver mesmo com o dólar nestas condições”, declarou, ao Só Notícias.

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Segundo ele, a desvalorização da moeda, utilizada como troca nas operações internacionais, pode propiciar um novo momento ao setor de base florestal. “Pode servir como um incentivo para que estas empresas aproveitem a ocasião para trazerem os equipamentos de todos os lugares do mundo e levar suas empresas a mais alta tecnologia”, ressaltou, completando ainda que desta forma representantes do segmento ganhariam com maior qualidade de seus produtos.

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Para o coordenador, é preciso levar em conta a importância do processo de produção das indústrias para agregar valor sobre a matéria-prima. A opinião é compartilhada pelo presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado (Cipem), Jaldes Langer. Ele pondera ainda que a obtenção de novas tecnologias torna o empresário mais competitivo podendo almejar novos mercados.

“Agregar valor e conseguir novos mercados, qualidade e valorização de produtos”, declarou. Sinop mantém a liderança sobre a venda de madeira promovida em Mato Grosso e ocupa 16% da fatia de mercado. Em pouco mais de dois anos, movimentou R$652.2 milhões.

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