Ambiente de testes · não indexado pelos buscadores
sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Publicidade
E-01 · 1190 × 250E-01 · 336 × 100Super banner topo
Economia

Auditores da Receita Federal decidem continuar em greve

Compartilhe Facebook X Texto

Quase 70% dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB) continuam a paralisação por melhores salários. O movimento completa 21 dias de duração e a categoria votou hoje (7), em assembléias regionais, pela continuidade do movimento em todos os postos de fronteira e aduanas. O Comando Nacional do Movimento prepara ato público, na Esplanada dos Ministérios, para a próxima quarta-feira (9).

Alguns chefes de delegacias da Receita entregaram seus cargos – como no Acre, Cascavel (PR), Joinville (SC) e Pelotas (RS) – e auditores em greve devolveram trabalhos que desenvolviam. “A paralisação só não é maior porque temos que garantir o funcionamento mínimo de 30% dos serviços”, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da RFB (Unafisco), Pedro Delarue.

Publicidade
E-02 · 300 × 420

Ele explicou que não existe legislação a respeito do índice, mas sim uma “limitação jurisprudencial” que equipara os movimentos grevistas nos serviços públicos aos da iniciativa privada. “Não pode haver colapso”, acrescentou.

Publicidade
E-03 · 600 × 100E-03 · 300 × 100
Leia tambémConta de água fica 2,76% mais cara em município do Nortão  

Apesar disso, os prejuízos já se fazem sentir nos principais portos onde se registra a maior parte da movimentação do comércio exterior, como Santos (SP) e Paranaguá (PR); em aeroportos como Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e Galeão, no Rio de janeiro; e nos postos de fronteira de Foz do Iguaçu (PR) e Uruguaiana (RS), nos quais a situação é mais crítica e se formam filas quilométricas de caminhões que não podem movimentar as cargas.

Publicidade
E-05 · 300 × 250E-05 · 300 × 250

Os prejuízos também são grandes para empresas de eletroeletrônicos, celulares e bicicletas da Zona Franca de Manaus. Sete indústrias paralisaram suas atividades na semana passada e deram folgas remuneradas a sete mil funcionários. Pelos cálculos do Departamento de Logística da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o custo dos 21 dias de greve dos auditores fiscais passa de US$ 40 milhões, sem contar os transtornos para as empresas.

O presidente do Unafisco ressalva, porém, que “não é nossa intenção causar prejuízo à Nação ou à sociedade. Queremos tão somente que o governo cumpra o acordo assumido, em outubro do ano passado, quanto à equiparação salarial com outras categorias do Executivo”, disse Delarue.

Ele disse que, ao invés de cumprir o acordo, “o governo tem recuado”, sob a alegação de falta de dinheiro, por causa do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Os auditores querem equiparar seus salários, de pouco mais de R$ 13 mil, com os contracheques de delegados da Polícia Federal e procuradores da Fazenda Nacional na Advocacia Geral da União (AGU), que ganham R$ 19 mil,em média.

Publicidade
E-04 · 600 × 100E-04 · 300 × 100

Mais sobre Economia

Ver tudo →
Publicidade
E-06 · 300 × 250
Publicidade
E-08 · 970 × 250E-08 · 300 × 250Billboard antes do rodapé