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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Economia

Definido equilíbrio fiscal e MT agora pode obter empréstimos

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O governador Blairo Maggi, o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinaram nesta terça-feira (9), o Programa de Ajuste Fiscal do Estado. Para o governador, esse ajuste é o reconhecimento de que Mato Grosso cumpriu todas as metas em 2008. “São 10 anos buscando o equilíbrio fiscal e agora podemos fazer empréstimos que vão permitir o desenvolvimento do Estado, além da geração de empregos”, enfatizou.

O ajuste, válido até 2011, permite a contratação limite de R$ 475 milhões em convênios para o Mato Grosso, dos quais R$ 397 milhões foram assinados nesta terça-feira. A audiência aconteceu na sede do ministério em Brasília.

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Em uma das operações de empréstimo, avaliada em R$ 256 milhões,o governo do Estado poderá fazer a aquisição de equipamentos e máquinas pesadas, que serão utilizados em convênios com as prefeituras dos 141 municípios do Estado. Outro convênio, com investimentos de R$ 92,3 milhões, diz respeito a uma linha de crédito emergencial, que compensará as perdas de receitas com a redução do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O restante, R$ 49 milhões, será aplicado na modernização institucional, por meio do Programa de Modernização da Administração Tributária, Financeira e Patrimonial do Estado (Profisco).

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Mato Grosso foi um dos primeiros Estados brasileiros a aderir ao Programa de Ajuste Fiscal, implantado pela União por meio da Lei Federal nº 9.496/97, que obriga os estados a compatibilizar receitas e despesas de acordo com as metas de superávit primário. Pelo programa, Mato Grosso se comprometeu a implantar um rigoroso ajuste em suas contas públicas até atingir o equilíbrio fiscal, destinando anualmente 15% de sua receita líquida real para pagamento das parcelas de juro da dívida pública.

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Na oportunidade Moraes, propôs ao Ministro Mantega que fosse criada uma agenda de negociação com 10 Secretários de Fazenda de Estados. O objetivo é discutir a revisão das metas estabelecidas pelo programa e assim repactuar as dívidas. “Com isso poderemos fazer uma conta de compensação e assim diminuir o percentual de comprometimento das receitas para pagamento da dívida”, lembrou. Segundo o Secretário esse valores poderiam gerar uma diferença de pelo menos R$ 10 milhões em novos investimentos.

Metas – Nas metas estabelecidas pelo programa, a Secretaria do Tesouro Nacional avalia seis pontos, que devem ser cumpridos anualmente: relação dívida financeira com a receita líquida; resultado primário; despesas de pessoal em relação à receita corrente líquida; receitas de arrecadação própria; reforma do Estado, ajuste patrimonial e alienação de ativos; e despesas com investimentos em relação à receita líquida real.

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